O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou em Palm Beach que o senador Flávio Bolsonaro pode permanecer em território americano pelo tempo que desejar. Durante conversa com jornalistas no clube Mar-a-Lago, o mandatário criticou o tratamento dado à família após o pleito e classificou o cenário eleitoral brasileiro como incomum, embora tenha afirmado que não planeja um encontro direto com o político.
A declaração reforça a posição adotada pelo governo norte-americano em relação à chegada do senador. O Departamento de Estado, representado por Marco Rubio, esclareceu anteriormente que a administração dos Estados Unidos não participou diretamente da organização da saída do Brasil, mas confirmou que a entrada foi autorizada por ordem direta de Trump, aproveitando um visto que o brasileiro já possuía.
Itinerário da viagem e repercussão diplomática
Flávio Bolsonaro deixou o território nacional após o resultado do segundo turno contra Luiz Inácio Lula da Silva. A viagem começou com a travessia pela Ponte Internacional Tancredo Neves em direção à Argentina, acompanhado de sua esposa e de suas duas filhas. O grupo embarcou em um voo privado em Puerto Iguazú com escala em Guayaquil antes de pousar em Miami.
O episódio gerou movimentação diplomática na América do Sul. O Itamaraty convocou a representação diplomática da Argentina em Brasília para buscar esclarecimentos sobre uma suposta cooperação de funcionários do governo de Javier Milei no traslado. A Casa Rosada, por sua vez, argumentou que o senador ingressou no país vizinho sem restrições ativas ou alertas internacionais nos sistemas migratórios.
Medidas judiciais e investigações no Brasil
A saída do parlamentar ocorreu em meio a desdobramentos jurídicos conduzidos pelo Supremo Tribunal Federal. O ministro Alexandre de Moraes havia determinado a inclusão do passaporte do senador em um pedido de apreensão, além de impor uma proibição de deixar o país no âmbito de investigações sobre suposta lavagem de dinheiro.
Apesar das restrições judiciais em curso, a Polícia Federal brasileira informou que não possui registros oficiais sobre o momento exato da saída do político. O caso amplia as tensões diplomáticas entre os governos de Brasília e Buenos Aires, que atualmente mantêm relações bilaterais apenas em nível de encarregados de negócios após a saída dos respectivos embaixadores.
Fonte: gazetabrasil.com.br
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