O candidato ao Governo da Bahia, Ronaldo Mansur (PSOL), manifestou críticas contundentes ao Regime de Progressão Parcial (RPP) vigente na rede estadual de ensino. Em sabatina realizada nesta terça-feira (8) na Rádio Metrópole, o postulante ao cargo executivo classificou a medida como uma forma de aprovação automática, argumentando que o modelo compromete a qualidade da formação acadêmica dos estudantes baianos.
Críticas ao modelo de progressão escolar
Segundo o candidato, a regra atual permite que alunos avancem de ano letivo mesmo após apresentarem desempenho insuficiente em diversas disciplinas. Ronaldo Mansur questionou a eficácia pedagógica dessa estratégia, destacando que o acúmulo de matérias para recuperação no ciclo seguinte cria uma sobrecarga que, em sua visão, prejudica o aprendizado real do jovem.
“Se um aluno perder em sete matérias, ele é aprovado de ano, para poder recuperar no ano seguinte. Mas eu pergunto: um estudante que teve dificuldades de passar em 10 matérias em um ano vai passar em 17 no ano seguinte? Isso é ilusão, é roubar a esperança da nossa juventude”, afirmou o candidato durante a entrevista.
Propostas para profissionalização e juventude
Além das críticas ao sistema educacional, o plano de governo apresentado por Mansur inclui a descentralização da oferta de cursos profissionalizantes. A proposta prevê que essas formações sejam levadas diretamente para os bairros periféricos, facilitando o acesso da população de baixa renda ao mercado de trabalho.
O projeto educacional do candidato seria integrado a políticas públicas voltadas para o esporte, cultura e lazer. O objetivo, segundo o postulante, é oferecer alternativas concretas de desenvolvimento pessoal e profissional para os jovens, combatendo a evasão escolar e a vulnerabilidade social.
Defesa de piso nacional para segurança pública
No âmbito da segurança pública, Ronaldo Mansur defendeu a implementação de um piso salarial nacional para os profissionais da área. O candidato apontou que a Bahia figura entre os estados com menores remunerações para a categoria, o que, na sua avaliação, desvaloriza o trabalho policial e impacta as condições operacionais das forças de segurança.
A medida, conforme defendida pelo candidato, visa mitigar as disparidades salariais entre a Bahia e estados vizinhos, como Sergipe, Pernambuco, Alagoas e Maranhão. Para mais informações sobre o cenário eleitoral, acompanhe a cobertura completa no portal Bahia Notícias.
Fonte: bahianoticias.com.br
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