Depois de afirmar que caminharia com o PT nas eleições de 2026, mesmo sem a presença do senador Angelo Coronel (PSD) na chapa majoritária, o senador Otto Alencar (PSD) alterou sua posição nesta sexta-feira (16). Ele fez um aceno ao compadre ao criticar a chapa "puro-sangue" do PT, mas reafirmou seu apoio ao projeto petista na Bahia.
Em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo, Otto expressou que uma "chapa carniça" pode gerar "problemas", referindo-se à possibilidade de uma composição entre o governador Jerônimo Rodrigues (PT), o ministro da Casa Civil, Rui Costa (PT), e o senador Jaques Wagner (PT). Mais tarde, em uma nota à imprensa, o líder do PSD negou ter utilizado o termo "carniça" para descrever a chapa petista.
Otto argumentou que chapas formadas por um único grupo político podem ser derrotadas, citando exemplos de composições semelhantes durante o governo de Antonio Carlos Magalhães na Bahia. Ele também revelou que recusou uma proposta do PT para que o deputado federal Diego Coronel (PSD) fosse candidato a vice-governador, em troca da desistência de Angelo Coronel de concorrer à reeleição.
O senador descartou a possibilidade de Angelo Coronel assumir a suplência de Wagner, uma proposta feita pelo próprio senador petista, destacando que isso feriria o amor-próprio de Coronel. Otto afirmou que o presidente Lula irá mediar um acordo sobre a situação da chapa na Bahia.
No início da semana, foi reportado que a relação entre Otto Alencar e Angelo Coronel estava tensa. Com as novas declarações do senador, há indícios de que o clima entre os dois, que não compareceram à Lavagem do Bonfim, pode estar mudando.
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