O ministro da Casa Civil, Rui Costa (PT), respondeu de maneira mais direta e sem demonstrar irritação ao ser questionado pela imprensa sobre o inquérito dos respiradores. O caso, que teve seu nome mencionado pela Procuradoria-Geral da República (PGR) em agosto do ano passado, investiga novos fatos que podem ligá-lo a supostas irregularidades na compra frustrada de 300 respiradores pelo Consórcio Nordeste em 2020, no valor de R$ 48 milhões, período em que era governador da Bahia e presidente da entidade.
Durante uma entrevista em Feira de Santana, nesta segunda-feira (23), Rui Costa participou da assinatura da ordem de serviço para a implantação do Centro Comunitário pela Vida (Convive), parte do programa Bahia Pela Paz. Ele afirmou que aguarda com ansiedade os desdobramentos do caso.
Do lado da oposição, o ex-presidente da Assembleia Legislativa da Bahia e ex-deputado federal Marcelo Nilo (Republicanos) tem cobrado o posicionamento de Rui Costa, utilizando o tema como parte de sua pré-campanha ao Senado em 2026.
Rui Costa expressou sua expectativa em relação à conclusão da investigação. Ele destacou que, enquanto governador, determinou a investigação rigorosa do caso, resultando na prisão de várias pessoas envolvidas. No entanto, lamentou que, apesar das prisões, a Justiça decidiu soltar os detidos e que a situação ainda não foi resolvida. O ex-governador, que é um potencial pré-candidato ao Senado nas eleições de outubro, reiterou que é a pessoa mais ansiosa pela conclusão da investigação e espera que os responsáveis por crimes contra o Estado sejam punidos.
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