O empate da noite do último sábado, dia 13, em New York ( New Jersey), tendo em vista algumas circunstâncias, evidencia que a seleção africana do Marrocos está praticando um bom futebol e mereceu ganhar um ponto precioso diante da nossa seleção canarinho.
Jogo equilibrado, com dois tempos bem distintos, tendo o selecionado marroquino um amplo domínio diante de um Brasil sem criatividade e ouvindo um olé da torcida marroquina. Um primeiro tempo com show de bola marroquino.
Marrocos fez um bonito gol de cobertura (Saibari), cabendo a Vinícius Júnior decretar o empate num belo chute cruzado. Mesmo com melhor futebol do adversário, o Brasil saiu no lucro de um empate provisório diante de um público de cerca de 80 mil torcedores.
No segundo tempo, Marrocos tirou o pé do acelerador e o Brasil voltou com mais ofensividade e uma marcação mais eficiente.
O resultado final reflete o equilíbrio entre duas equipes com jogadores que atuam em grandes times do futebol mundial. Em verdade, o Brasil empatou com o Marrocos.
Num grupo teoricamente frágil, Brasil e Marrocos deverão conquistar as duas vagas para o restante da competição. Contudo, devem jogar, seriamente, diante de Escócia e Haiti.
Como diriam os mais antigos, ” dos males, o menor. ” Não temos mais o melhor futebol do mundo e as outras seleções evoluíram tecnicamente.
Sinal amarelo para a seleção de Carlo Ancelotti. Os tempos mudaram e não ganhamos nada desde 2002.O jogo com o Haiti será um sinal do que poderemos ou poderíamos esperar do selecionado nacional. No mais, tenho dito!
Ruy Matos: jornalista profissional e comentarista esportivo de jornais de São Paulo e Bahia
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