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Endividamento das famílias brasileiras retorna a patamares anteriores ao Desenrola

Endividamento das famílias brasileiras retorna a patamares anteriores ao Desenrola

O cenário econômico brasileiro apresenta sinais de alerta com o recente levantamento da Quaest, que aponta um retrocesso nos indicadores de saúde financeira da população. O percentual de cidadãos que se declaram “muito endividados” atingiu 28% em setembro de 2026, um crescimento de seis pontos percentuais em comparação ao mês anterior. Esse índice recoloca o país em uma situação equivalente à observada em maio, período que antecedeu o lançamento do programa Desenrola 2.0.

Impacto do endividamento no orçamento das famílias

A análise detalhada dos dados revela que a parcela da população sem qualquer tipo de dívida corresponde a 27% dos entrevistados. Em contrapartida, 44% dos brasileiros relatam possuir poucas dívidas, o que significa que 72% do total de consultados convivem atualmente com algum nível de comprometimento financeiro. A persistência desse cenário reflete as dificuldades enfrentadas pelas famílias para equilibrar o orçamento doméstico frente às oscilações da economia.

Correlação entre economia e avaliação governamental

O aumento do endividamento ocorre em um momento de instabilidade na percepção pública sobre a gestão federal. Conforme os dados da Quaest, a desaprovação do governo Lula atingiu a marca de 50%, enquanto a aprovação recuou para 43%. Esse movimento reverte o saldo positivo que a administração mantinha no início de agosto, sendo fortemente influenciado pela percepção de que a situação econômica do país apresenta pouca ou nenhuma melhora prática.

Metodologia e contexto político

A pesquisa foi realizada entre os dias 3 e 6 de setembro de 2026, ouvindo 2.004 eleitores em todo o território nacional. Com uma margem de erro de dois pontos percentuais e um nível de confiança de 95%, o levantamento, registrado sob o número BR-01720/2026 na Justiça Eleitoral, também captou reflexos no campo político. O levantamento indicou o desempenho mais acirrado de Lula contra Flávio Bolsonaro em um eventual segundo turno desde abril, com ambos registrando 41% das intenções de voto.

Fonte: politicalivre.com.br


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