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Entrevista – Otto Alencar: “Coronel só não será candidato a senador se não quiser”

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Entrevista – Otto Alencar: “Coronel só não será candidato a senador se não quiser”

O presidente do PSD da Bahia, senador Otto Alencar, afirmou em entrevista ao Política Livre, na tarde de sexta-feira (16), que garantirá a legenda para o senador Angelo Coronel disputar a renovação do mandato em 2026, mesmo que como candidato avulso. Otto também reiterou seu apoio à reeleição do governador Jerônimo Rodrigues (PT).

Durante a conversa, Otto negou qualquer atrito entre ele e Coronel, que é seu compadre. Ele destacou a amizade e a importância de Coronel como fundador do PSD, afirmando que não pode cercear seu direito de ser candidato. O senador também reafirmou que nunca negociou a vice na chapa liderada por Jerônimo e criticou a proposta do senador Jaques Wagner (PT) de que Coronel seja suplente. Otto responsabilizou Wagner pela tensão gerada em torno da composição da chapa majoritária.

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A tensão aumentou recentemente na base do governo devido à formação da chapa. Pelo que se observa, o PT já decidiu que os candidatos ao Senado serão Jaques Wagner e o ministro Rui Costa. Otto, no entanto, afirmou que manterá a aliança com o grupo e que Coronel terá a oportunidade de se candidatar ao Senado. Ele mencionou que a maioria dos deputados estaduais do PSD já manifestou apoio a Jerônimo, com exceção de Angelo Coronel Filho, que aguarda a decisão do pai.

Otto garantiu que o partido estará presente na sucessão e na reeleição de Jerônimo, afirmando que a democracia permite a candidatura de Coronel. Ele ressaltou que a decisão de se candidatar cabe a Coronel. O senador também comentou sobre a repercussão de uma entrevista anterior, onde disse que apoiaria a reeleição de Jerônimo mesmo que Coronel não estivesse na chapa. Ele esclareceu que não houve rompimento com Coronel e que sempre apoiará o governador.

Otto expressou preocupação com a possibilidade de três candidatos ao Senado, mas acredita que isso não prejudicará os planos do governo. Ele destacou a importância de Coronel e reafirmou que dará a legenda caso ele decida se candidatar. O senador também mencionou que o presidente Lula (PT) atuará como mediador na questão da majoritária na Bahia e que espera se encontrar com ele em breve.

Sobre a proposta de Coronel ser suplente de Wagner, Otto a considerou inaceitável, afirmando que ninguém deve sair de uma posição de senador para ser suplente. Ele também negou que o PSD tenha tratado sobre indicar um vice na chapa de Jerônimo, afirmando que essa responsabilidade cabe a Wagner.

Otto comentou sobre seu retorno à política em 2010, expressando que, embora tenha momentos de arrependimento, sempre buscou atuar de forma serena e conciliadora. Ele destacou que a antecipação do debate eleitoral e a formação da chapa têm gerado tensão, mas reafirmou que não estava preocupado com a composição da chapa.

O senador também se referiu ao presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, que lhe deu liberdade para conduzir a situação na Bahia. Otto confirmou que trabalhará pela reeleição de Coronel e manterá a aliança com o PT. Ele ressaltou que tanto Coronel quanto ele foram eleitos com o apoio do PT e que todos os aliados do partido têm crescido, mas que a continuidade desse crescimento é uma preocupação para Coronel.

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