O governo do Equador manifestou apoio formal, nesta sexta-feira (4/9), às recentes operações militares conduzidas pelos Estados Unidos no Oceano Pacífico. A ação resultou na interceptação e no afundamento de três embarcações equatorianas entre os dias 2 e 3 de setembro, sob a suspeita de envolvimento direto com redes internacionais de tráfico de drogas.
As autoridades equatorianas enfatizaram que os ataques não foram arbitrários, mas sim o desdobramento de um trabalho de inteligência compartilhado entre as duas nações. O ministro do Interior do Equador, John Reimberg, refutou a ideia de que os navios tenham sido alvejados apenas por comportamento suspeito, destacando a complexidade da rede logística desmantelada.
Logística marítima e o fluxo de entorpecentes
Segundo o ministro, as embarcações serviam como bases móveis de apoio para lanchas rápidas. Essas estruturas permitiam o reabastecimento em alto-mar, garantindo que as embarcações menores pudessem transportar grandes carregamentos de entorpecentes até portos mexicanos, com destino final no mercado norte-americano.
A estratégia de cooperação visa interromper o ciclo de abastecimento que sustenta o crime organizado transnacional. Ao eliminar os pontos de apoio logístico, as forças de segurança buscam tornar a rota marítima economicamente inviável e operacionalmente arriscada para os cartéis que operam na região.
Conexão com a facção Los Choneros
O Comando Sul dos EUA confirmou que as embarcações neutralizadas possuíam vínculos diretos com a facção equatoriana Los Choneros. Considerado o maior grupo criminoso do Equador, a organização surgiu no final da década de 1990 na cidade de Chone e consolidou-se como um ator central no tráfico marítimo de drogas.
A operação foi classificada pelas autoridades norte-americanas como um golpe estratégico contra a infraestrutura do crime organizado. A ação integra os esforços da Coalizão Americana Contra Cartéis (A3C) e da JTF-WHEM, que mantêm o compromisso de desmantelar redes classificadas como narco-terroristas no Hemisfério Oeste.
Desmantelamento de redes criminosas
O impacto da operação vai além da perda material das embarcações. O Comando Sul ressaltou que a interdição corta um elo crítico na cadeia de suprimentos dos traficantes. A missão reforça a postura de defesa das fronteiras e a colaboração regional para impedir que o território marítimo seja utilizado como corredor livre para atividades ilícitas.
O governo equatoriano reafirmou que continuará colaborando com as agências de segurança dos Estados Unidos para monitorar e neutralizar novas ameaças. A integração entre as forças de inteligência permanece como o pilar central para o enfrentamento das facções que operam entre a América do Sul e a América do Norte.
Fonte: metropoles.com
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