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Escalada de drones russos na Europa gera alerta máximo entre países da Otan

Escalada de drones russos na Europa gera alerta máximo entre países da Otan

Após mais de quatro anos de conflito na Ucrânia, a Europa enfrenta uma escalada de tensões sem precedentes marcada pela presença constante de drones em seu espaço aéreo. Incidentes envolvendo esses dispositivos foram registrados em ao menos 20 países europeus, alimentando acusações de que Moscou estaria conduzindo uma estratégia de “guerra híbrida” para desestabilizar o continente.

A Otan, aliança militar composta por 32 países, tem monitorado de perto a situação. O que antes eram casos isolados transformou-se em uma preocupação de segurança coletiva, com drones penetrando fronteiras e sobrevoando infraestruturas críticas, como aeroportos e bases militares, em uma tentativa de pressionar e intimidar nações aliadas sem desencadear um confronto militar direto.

A estratégia russa de guerra híbrida no continente

Especialistas do Instituto Internacional de Estudos Estratégicos (IISS) classificam a recorrência desses episódios como uma campanha coordenada. A tática busca explorar as vulnerabilidades europeias, utilizando drones de reconhecimento e ataque para testar as defesas aéreas da aliança. Essa abordagem não convencional permite que a Rússia mantenha a pressão sobre o Ocidente enquanto sustenta sua ofensiva principal no território ucraniano.

O impacto dessas operações é sentido em diversos setores. Na Alemanha, por exemplo, o governo acusou Moscou de tentar um ataque com um drone explosivo contra uma aeronave de carga em um aeroporto. Em outros casos, como na Polônia e na Romênia, a mobilização de caças para interceptar projéteis invasores tornou-se uma necessidade recorrente, elevando o risco de erros de cálculo que poderiam expandir o conflito para além das fronteiras ucranianas.

Vulnerabilidade de infraestruturas críticas e aeroportos

A ameaça não se limita a zonas de fronteira. Entre agosto de 2024 e fevereiro de 2026, foram contabilizados dezenas de avistamentos de drones suspeitos em 13 países da Otan e na Irlanda. Grandes centros logísticos, incluindo os aeroportos de Berlim, Munique, Copenhague e Bruxelas, sofreram paralisações em suas operações comerciais devido à presença de dispositivos não identificados.

Além da aviação civil, bases militares estratégicas — algumas das quais abrigam armamentos nucleares dos Estados Unidos — tiveram seus perímetros de segurança violados. A sabotagem de infraestruturas vitais, como estações de energia, gasodutos e cabos submarinos, completa o cenário de insegurança que as autoridades europeias tentam conter através de novas medidas de vigilância e cooperação entre os Estados-membros.

Resposta da Otan e o futuro da segurança europeia

O episódio mais crítico ocorreu na Polônia, onde a queda de dezenas de drones durante um ataque russo à Ucrânia forçou a realização de reuniões de emergência da Otan. O incidente colocou a aliança em alerta máximo, reforçando a necessidade de uma resposta unificada. O governo alemão, após analisar a tecnologia de um dispositivo encontrado em seu território, prometeu intensificar a pressão contra o Kremlin.

A situação permanece fluida e exige monitoramento constante. Enquanto a Rússia nega formalmente o uso deliberado de drones para ataques contra alvos da Otan, os registros de invasões de espaço aéreo e a análise de destroços em países como Moldávia, Letônia e Bulgária sustentam as denúncias dos governos locais. Para mais detalhes sobre o panorama geopolítico, consulte o portal g1.

Fonte: g1.globo.com


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