O Colégio Municipal Hildete Lomanto, situado no bairro do Garcia em Salvador, será demolido pela prefeitura da capital baiana. A informação foi divulgada pelo Bahia Notícias, que destacou que a derrubada do prédio atual será acompanhada pela reconstrução da unidade escolar, que é vinculada à Secretaria Municipal de Educação (Smed). Essa ação faz parte de um projeto de modernização da infraestrutura da rede municipal de ensino.
A prefeitura planeja realocar temporariamente os alunos do Hildete Lomanto para o Colégio 2 de Julho, que também está localizado no Garcia. O Colégio 2 de Julho, que possui quase um século de história, enfrenta dificuldades de manutenção e está fechado devido a uma série de processos trabalhistas acumulados pela administração.
Thiago Dantas, titular da Smed, confirmou a possível mudança em entrevista ao Bahia Notícias. Ele explicou que a reconstrução do Hildete Lomanto está dentro do cronograma de projetos da prefeitura e que a transferência provisória para o 2 de Julho é a principal alternativa para abrigar os estudantes. Dantas mencionou que já existem pré-projetos para a nova construção.
As negociações para a mudança estão em andamento, e o prefeito Bruno Reis já autorizou o projeto. O próximo passo envolve reuniões para definir os detalhes sobre a destinação dos alunos.
De acordo com o Censo Escolar de 2024, o Colégio Municipal Hildete Lomanto conta com 581 alunos matriculados, embora tenha capacidade para 1.197. A unidade atende desde a pré-escola até o Ensino Fundamental II e também oferece a modalidade de Educação de Jovens e Adultos (EJA). O prédio atual foi inaugurado em 2013 e possui diversas instalações, como parque infantil, quadra de esportes, refeitório, sala de música e laboratório de informática.
O Colégio 2 de Julho, que abriga um complexo histórico, foi construído em 1781 e é tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). Originalmente, o local foi destinado ao Colégio Americano, que posteriormente recebeu o nome em homenagem à Independência da Bahia. Em 2000, a fundação que administra o colégio expandiu suas atividades com a criação de uma faculdade, que fechou em 2021.
O imóvel do Colégio 2 de Julho possui uma área total de 6,1 mil m² e inclui outros prédios utilizados como pavilhões de aula. A situação financeira da instituição se deteriorou, e apesar de várias tentativas de leilão do patrimônio para quitar dívidas trabalhistas, a situação permanece sem solução. Recentemente, a instituição foi declarada insolvente, o que levou à transferência do processo judicial do Tribunal Regional do Trabalho para o Tribunal de Justiça da Bahia.
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