A advogada Viviane Barci, esposa do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, ajuizou uma ação judicial contra o senador Alessandro Vieira, do MDB de Sergipe, por injúria e difamação, além de solicitar uma indenização de R$ 60 mil. Os filhos do casal, Giuliana e Alexandre, também estão envolvidos na ação.
A família Moraes acusa o senador de ter feito uma associação falsa entre eles e o Primeiro Comando da Capital, uma facção criminosa de São Paulo. Viviane e seus filhos afirmam que Vieira insinuou que eles teriam recebido dinheiro do grupo criminoso.
A ação se baseia em uma entrevista que Alessandro Vieira concedeu ao SBT News, onde, segundo a família Moraes, o senador, que foi relator da CPI do Crime Organizado, mencionou a "chegada de recursos do PCC" e a "circulação de recursos entre esse grupo criminoso e familiares" de ministros do STF, incluindo Alexandre de Moraes.
Viviane Barci e seus filhos alegam que as declarações de Vieira ultrapassaram os limites da liberdade de expressão, criando uma associação indevida entre o escritório da família e o crime organizado. Eles consideram as afirmações como falsas, difamatórias e sem qualquer respaldo em investigações, ressaltando que não há apurações contra eles ou contra o escritório de advocacia.
Em resposta, o senador Alessandro Vieira afirmou ter recebido a intimação do Tribunal de Justiça de São Paulo e sustentou que a alegação da família Moraes é falsa, negando ter feito qualquer associação entre o PCC e o escritório da advogada. Ele declarou que é um fato notório que a família recebeu dinheiro do Master, um grupo criminoso, e criticou as tentativas de intimidação, relacionando-as a ameaças e ofensas de outros ministros do STF.
Vieira expressou sua intenção de continuar seu trabalho com tranquilidade e firmeza, defendendo a igualdade da lei para todos no Brasil.
A família Moraes já obteve uma vitória em uma ação semelhante. Em setembro de 2021, o Tribunal de Justiça de São Paulo condenou o ex-presidente nacional do PTB, Roberto Jefferson, a indenizar o ministro Alexandre de Moraes em R$ 50 mil. A decisão foi mantida após a 1ª Câmara de Direito Privado negar recurso da defesa de Jefferson e aumentar o valor anteriormente fixado por danos morais. Jefferson havia afirmado em entrevistas que Moraes atuou como advogado para uma facção criminosa.
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