Estudantes do Instituto Multidisciplinar em Saúde da Universidade Federal da Bahia (IMS-Ufba) realizaram um protesto na manhã desta terça-feira (19), bloqueando os portões e suspendendo as atividades acadêmicas. A mobilização visa cobrar respostas da direção institucional e da Reitoria em Salvador sobre a interrupção do fornecimento de refeições no Restaurante Universitário (RU).
A suspensão do serviço tem gerado vulnerabilidade socioeconômica e insegurança alimentar no campus Anísio Teixeira, afetando especialmente os alunos que vêm de outras cidades e dependem do restaurante para se manter na instituição pública. Jheivson Gabriel Santos Pereira, líder estudantil do Centro Acadêmico de Psicologia, destacou que a comunidade acadêmica aguarda um posicionamento das instâncias superiores. Ele enfatizou que muitos estudantes não têm o que comer e que a falta de resposta da direção e da pró-reitoria é preocupante, ressaltando que a fome pode levar à reprovação.
A interrupção do fornecimento de alimentos ocorreu devido à interdição da empresa terceirizada responsável pelo serviço, determinada pela Vigilância Sanitária e Ambiental. A fiscalização revelou a ausência de alvará sanitário e condições inadequadas de armazenamento de insumos em uma cozinha industrial no bairro Bem Querer. A inspeção foi motivada por denúncias de estudantes que relataram mal-estar após as refeições. Um laudo parcial da Vigilância Epidemiológica confirmou que 97 pessoas apresentaram sintomas de Doença Diarreica Aguda (DDA) após consumirem as refeições fornecidas pela empresa no início do mês, sendo que oito estudantes precisaram de atendimento ambulatorial.
Em resposta à situação, a Pró-Reitoria de Ações Afirmativas e Assistência Estudantil (Proae) anunciou um auxílio financeiro emergencial de R$ 480 mensais para os estudantes cadastrados que têm direito à gratuidade regulamentar. Além disso, a administração da universidade reembolsou as despesas médicas de quatro estudantes afetados pela contaminação e iniciou um processo administrativo para investigar as responsabilidades contratuais da empresa terceirizada. A Ufba aguarda ainda o parecer técnico final do órgão de vigilância municipal para definir as próximas ações a serem tomadas.
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