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UniCesumar expulsa estudantes de Medicina do Paraná por mensagens nazistas e ataques a bolsistas

UniCesumar expulsa estudantes de Medicina do Paraná por mensagens nazistas e ataques a bolsistas

Alunos do curso de medicina da UniCesumar, situada em Maringá, no Paraná, foram expulsos da instituição após compartilharem mensagens ofensivas direcionadas a colegas beneficiários de programas sociais, como o Programa Universidade para Todos. As publicações ocorreram em grupos de mensagens após o pleito presidencial e continham manifestações de preconceito socioeconômico e referências ao nazismo.

A universidade confirmou a conclusão da sindicância interna para apurar as denúncias, resultando em desligamentos, advertências e suspensões de acordo com a gravidade das condutas. O conteúdo divulgado comparava de forma depreciativa os estudantes pagantes com aqueles que ingressaram por meio de políticas de acesso ao ensino superior, além de exibir insígnias e simbologias de cunho extremista.

Sindicância interna e medidas disciplinares aplicadas

As conversas começaram a circular em um domingo, logo após a divulgação dos resultados eleitorais. Em trechos expostos nas redes, um dos alunos criticou a presença de bolsistas na instituição com comentários de cunho elitista, enquanto outras postagens ironizavam a origem socioeconômica de estudantes beneficiados por iniciativas governamentais. O material também incluiu referências a ideologias supremacistas e imagens associadas a grupos extremistas.

Diante da repercussão dos atos, a administração da faculdade abriu um procedimento investigativo para identificar os responsáveis pelas declarações. As penalidades variaram entre desligamentos definitivos e sanções administrativas, reforçando que a instituição repudia qualquer forma de discriminação ou intolerância dentro do ambiente acadêmico e em plataformas digitais associadas à comunidade estudantil.

Investigação de órgãos competentes e ações jurídicas

O caso mobilizou entidades de classe e órgãos de fiscalização no estado. A Associação dos Estudantes de Medicina do Paraná reuniu os relatórios com as mensagens e encaminhou uma notícia-crime ao Ministério Público do Paraná, enquanto o Ministério Público Federal confirmou o recebimento de denúncias correlatas para apuração das responsabilidades legais dos envolvidos.

O Conselho Regional de Medicina do Paraná também se manifestou sobre o episódio, pontuando que as atitudes discriminatórias violam os princípios fundamentais previstos no Código de Ética do Estudante de Medicina. Em paralelo, o Centro Acadêmico Miguel Nicolelis ofereceu suporte psicológico aos alunos que foram alvos dos ataques e das manifestações de preconceito.

Repercussão em outras instituições de ensino

O episódio no norte paranaense não ocorreu de forma isolada no estado. Estudantes de outra faculdade particular localizada em Cascavel também foram alvos de denúncias semelhantes por compartilhamento de conteúdos discriminatórios em redes sociais. A instituição de Cascavel aplicou medidas cautelares, incluindo suspensões e advertências, enquanto apura os fatos em processos administrativos abertos para essa finalidade.

Organizações estudantis e diretórios acadêmicos emitiram notas públicas de repúdio contra a xenofobia, o elitismo e a apologia ao nazismo. Para mais detalhes sobre o andamento das investigações conduzidas pelas autoridades competentes, acesse a cobertura completa no G1.

Fonte: bahianoticias.com.br


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