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EUA afirmam que Estreito de Ormuz segue aberto e negam controle do Irã na região

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EUA afirmam que Estreito de Ormuz segue aberto e negam controle do Irã na região
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Os Estados Unidos afirmaram neste domingo que o Estreito de Ormuz está aberto a todas as embarcações, negando que o Irã tenha controle sobre essa passagem marítima estratégica. A declaração acontece em meio a uma escalada de ataques e tensões que envolvem diversos países do Golfo Pérsico. O Comando Central dos Estados Unidos (Centcom) informou que suas forças estão posicionadas na região para garantir a liberdade de navegação, assegurando que o tráfego marítimo permanece normal.

A tensão aumentou após o Irã realizar uma ofensiva com mísseis e drones contra vários países do Golfo, em resposta a ataques americanos a posições iranianas. Autoridades do Kuwait, Bahrein, Emirados Árabes Unidos e Catar confirmaram que projéteis atingiram seus territórios. O regime iraniano admitiu ter atacado uma base aérea americana no Catar como represália. Além disso, os Guardiões da Revolução do Irã informaram sobre um ataque ao porto de Duqm, em Omã, onde destruíram instalações logísticas ligadas a porta-aviões americanos. O governo de Omã condenou a ação, assim como a Jordânia, que denunciou a queda de três mísseis iranianos em seu território, sem deixar vítimas.

A declaração dos Estados Unidos foi feita após o Irã anunciar o fechamento do Estreito de Ormuz "até novo aviso e até o fim das intervenções americanas". Os Guardiões da Revolução também alertaram sobre a possibilidade de um novo ataque a um navio que, segundo Teerã, teria violado as regulações na área. Um dos incidentes mais graves foi registrado perto da península de Musandam, em Omã, onde o navio porta-contêineres M/V GFS Galaxy, de bandeira cipriota, foi atingido por disparos iranianos, provocando um incêndio a bordo e forçando a tripulação a abandonar a embarcação. Entre os onze cidadãos indianos a bordo, dez foram resgatados, enquanto um permanece desaparecido.

Em resposta à ofensiva iraniana, o Centcom realizou cerca de 140 bombardeios contra alvos militares no Irã, incluindo instalações de mísseis e drones, depósitos de munição e postos de vigilância costeira. Esta foi a terceira onda de ataques americanos em menos de uma semana. O secretário de Defesa americano, Pete Hegseth, afirmou que o Irã tomou uma má decisão e antecipou novas represálias.

O conflito ocorre em um contexto de interrupção das negociações diplomáticas. Em 17 de junho, EUA e Irã haviam assinado um protocolo de trégua de 60 dias para buscar uma solução pacífica, mas o presidente americano, Donald Trump, declarou que o cessar-fogo havia terminado devido às ações iranianas contra embarcações no Golfo. O novo líder supremo iraniano, Mojtaba Khamenei, prometeu uma "vingança inevitável" durante o funeral de seu pai, Ali Khamenei. A inteligência israelense também alertou sobre um suposto plano do Irã para assassinar Trump, que respondeu afirmando que o Exército americano tem ordens para "aniquilar o Irã". O chanceler do Paquistão, Ishaq Dar, atuando como mediador, pediu a desescalada e contenção de ambas as partes. Nesse cenário, os EUA reiteram que o Estreito de Ormuz permanece aberto e sob a proteção de suas forças, enquanto o Irã continua a ameaçar o bloqueio.


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