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EUA anunciam fundo internacional de US$ 1 trilhão para semicondutores, minerais e energia

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EUA anunciam fundo internacional de US$ 1 trilhão para semicondutores, minerais e energia

O governo dos Estados Unidos anunciou a criação de um consórcio internacional destinado ao financiamento de projetos estratégicos nas áreas de energia, minerais críticos e semicondutores. A iniciativa, divulgada na segunda-feira (23), tem como objetivo mobilizar mais de US$ 1 trilhão em investimentos, contando com a participação de países aliados e grandes fundos institucionais. Jacob Helberg, subsecretário de Estado para Assuntos Econômicos, informou que o grupo será formado de maneira voluntária e deverá incluir nações como Singapura, Emirados Árabes Unidos, Catar e Suécia, além dos Estados Unidos, que contribuirão com aproximadamente US$ 250 milhões. A proposta visa estabelecer uma base de financiamento para fortalecer cadeias de suprimentos consideradas essenciais para a economia e a segurança tecnológica.

Esse projeto é uma extensão da estratégia denominada “Pax Silica”, lançada em dezembro, que tem como foco a construção de uma cadeia global mais segura para semicondutores. Além disso, a iniciativa busca ampliar a cooperação entre países parceiros em setores relacionados à inteligência artificial, envolvendo Japão, Coreia do Sul, Holanda, Israel, Reino Unido e Austrália, regiões que abrigam empresas-chave na cadeia global de tecnologia. Helberg destacou que o consórcio funcionará como um estímulo para atrair capital privado e soberano em larga escala, com a intenção de manter sob controle de aliados ativos estratégicos, como portos, rotas logísticas, infraestrutura energética e fábricas ligadas à produção de chips e tecnologia avançada.

Apesar da ambição do projeto, ainda não está claro como o montante superior a US$ 1 trilhão será efetivamente alcançado. Dados da Organização das Nações Unidas indicam que o investimento estrangeiro direto global no último ano foi de aproximadamente US$ 1,6 trilhão, o que levanta questionamentos sobre a viabilidade da proposta. Entre os potenciais participantes estão grandes investidores institucionais, como o grupo japonês SoftBank e o fundo soberano Temasek, de Singapura, ambos com ativos bilionários sob gestão.

A proposta surge em um contexto de crescente preocupação com as vulnerabilidades na cadeia global de suprimentos, especialmente em meio a tensões geopolíticas recentes, como a guerra no Oriente Médio. O governo dos EUA também manifestou a intenção de incluir a segurança energética no escopo do projeto, ampliando o foco inicial voltado para a indústria de semicondutores. Segundo o The New York Times, essa movimentação reflete a tentativa de Washington de reduzir a dependência de regiões consideradas sensíveis, como Taiwan, que é central na produção global de semicondutores. Além disso, as restrições recentes impostas pela China à exportação de minerais estratégicos aumentaram a pressão por novas fontes de abastecimento. Autoridades americanas afirmam que o fundo será um passo importante na consolidação da “Pax Silica”, permitindo que os países envolvidos não apenas coordenem políticas, mas também invistam diretamente em infraestrutura crítica, com a expectativa de que esse modelo fortaleça a resiliência das cadeias de tecnologia e diminua os riscos associados a conflitos e interrupções globais.


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