Os Estados Unidos mobilizaram um extenso aparato militar e humanitário para apoiar a Venezuela nos esforços de resgate após os terremotos que atingiram o país na última quarta-feira, resultando em pelo menos 920 mortes. Para facilitar a chegada de ajuda e o fluxo de insumos, o governo americano suspendeu temporariamente as sanções econômicas contra Caracas. Navios de guerra, aviões de carga e helicópteros foram enviados imediatamente à região.
De acordo com o Pentágono, dois aviões C-17 Globemaster da Força Aérea transportaram equipes de busca e resgate urbano de Los Angeles e Fairfax, na Virgínia. Uma terceira aeronave C-17 levou equipamentos pesados para movimentação de carga até Caracas. Aeronaves MV-22 Osprey, do Corpo de Fuzileiros Navais, foram acionadas para transportar uma equipe especializada em avaliação de aeródromos, uma vez que as operações aeroportuárias nas proximidades do epicentro dos tremores foram severamente afetadas.
Na frente marítima, dois navios da Marinha dos EUA, o USS Fort Lauderdale e o USS Billings, já se posicionaram em águas próximas à Venezuela para iniciar as operações de socorro. Além disso, três helicópteros CH-47 Chinook do Exército partiram da base aérea de Soto Cano, em Honduras, com a missão de transportar pessoal e suprimentos para comunidades isoladas.
O Departamento de Estado dos EUA anunciou o envio de uma equipe de resposta a desastres composta por mais de 250 pessoas, incluindo três unidades especiais de busca e resgate. Essas equipes são formadas por bombeiros, médicos, paramédicos, engenheiros estruturais e especialistas em busca canina, contando com 18 cães treinados para localizar pessoas soterradas. Enviadas de Miami, Los Angeles e Fairfax, as equipes transportam mais de 90 toneladas de equipamentos especializados.
Para supervisionar o apoio coordenado por Washington, o major-general dos Fuzileiros Navais, Kevin J. Jarrard, chegou a Caracas. O Comando Sul dos EUA também está contribuindo com o fornecimento de imagens de satélite das áreas devastadas, ajudando os planejadores a determinar onde concentrar as buscas.
No âmbito diplomático, o Departamento do Tesouro dos EUA publicou uma autorização que suspende, por quatro meses, as restrições econômicas que poderiam dificultar as operações de resgate. Com essa medida, todas as transações relacionadas às operações de socorro após o terremoto na Venezuela, que normalmente estariam proibidas, ficam autorizadas até o dia 23 de outubro.
A resposta internacional à catástrofe envolve uma coalizão global. Segundo a ONU, equipes de resgate dos EUA, Chile, Colômbia, El Salvador, Itália, México e Suíça já estão em solo venezuelano. Contingentes do Reino Unido, República Tcheca, Equador, França, Alemanha, Jordânia, Países Baixos, Catar e Espanha também estão a caminho. Diante do cenário crítico, a ONU fez um apelo público às autoridades locais por acesso humanitário rápido e sem obstáculos, além de condições operacionais seguras para que a assistência internacional chegue com agilidade às populações mais afetadas.
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