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Com apoio a eleições livres no Brasil, governo dos EUA sustenta pressão por sanções a Moraes

Com apoio a eleições livres no Brasil, governo dos EUA sustenta pressão por sanções a Moraes

O governo dos Estados Unidos formalizou seu posicionamento em relação ao cenário político e institucional do Brasil, manifestando apoio à realização de eleições livres e justas no país, ao mesmo tempo em que sustentou a validade das sanções direcionadas ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). A manifestação também confirmou o enquadramento de facções criminosas brasileiras como organizações terroristas.

As diretrizes foram oficializadas em documento do Departamento de Estado norte-americano, datado de quinta-feira (15), em resposta a questionamentos apresentados pela deputada democrata Delia Ramirez ao secretário de Estado, Marco Rubio. O ofício, assinado pela secretária assistente Katherine Bowles, detalha a postura diplomática de Washington visando o pleito de outubro de 2026 e a cooperação bilateral com o país sul-americano.

Diálogo bilateral e defesa de princípios democráticos

Na correspondência oficial, a chancelaria norte-americana afirma que manterá interlocução constante com a sociedade civil, o setor privado e representantes eleitos brasileiros. O objetivo declarado envolve estimular o comércio mútuo, a cooperação na área de segurança pública e o avanço econômico de ambos os países.

O documento ressalta ainda que Washington pretende dar continuidade a conversas regionais sobre governança democrática, autonomia do Poder Judiciário e lisura eleitoral, incluindo debates conduzidos no âmbito da Organização dos Estados Americanos (OEA).

Justificativa das sanções da diplomacia dos EUA contra Moraes

Ao abordar as sanções aplicadas contra o ministro Alexandre de Moraes com base na Lei Magnitsky — mecanismo legal utilizado por Washington para punir violadores de direitos humanos —, a administração norte-americana sustentou que o processo se amparou em evidências documentadas de transgressões a garantias fundamentais.

O texto do Departamento de Estado afirma que o magistrado determinou prisões arbitrárias sem observar o devido processo legal e impôs restrições à liberdade de expressão. As autoridades norte-americanas sustentam ainda que Moraes teria agido com motivações políticas contra opositores, além de expedir decisões sob sigilo para que redes sociais dos Estados Unidos bloqueassem perfis por declarações protegidas legalmente.

Classificação do PCC e do Comando Vermelho como organizações terroristas

O governo liderado pelo presidente Donald Trump também ratificou formalmente o enquadramento do Primeiro Comando da Capital (PCC) e do Comando Vermelho (CV) sob a designação de grupos terroristas internacionais.

A diplomacia dos EUA fundamentou a classificação apontando a elevada periculosidade das facções, o contingente expressivo de membros e o histórico de ataques violentos dirigidos a civis, policiais e agentes públicos no Brasil. Segundo o comunicado, as duas facções também desenvolveram ramificações no território norte-americano, demandando ações conjuntas para conter a expansão de suas redes operacionais no continente.

Fonte: atarde.com.br


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