A ex-vereadora de Salvador, Léo Kret, foi alvo de uma operação do Ministério Público na manhã desta terça-feira (26), realizada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco). A informação foi confirmada ao Bahia Notícias. A operação investiga supostos desvios de verbas públicas. Léo Kret, que atuava como diretora de políticas para pessoas LGBTQIA+ na Secretaria Municipal de Reparação (Semur) desde abril de 2025, foi a primeira vereadora transexual do Legislativo soteropolitano, tendo sido eleita em 2008 com 12.860 votos.
Léo Kret, que também é dançarina, não obteve sucesso em sua tentativa de retornar à Câmara Municipal de Salvador nas eleições de 2024, recebendo apenas 6.153 votos e ficando na primeira suplência do PDT.
O Ministério Público da Bahia deflagrou a ‘Operação Sponsor’ com o intuito de investigar suspeitas de peculato, fraudes em processos licitatórios e desvios de recursos públicos que deveriam ser destinados a entidades carnavalescas e organizadores de Paradas LGBTI+ em Salvador. Durante a operação, foram cumpridos sete mandados de busca e apreensão em um órgão público, uma associação e endereços relacionados a cinco pessoas físicas, incluindo servidores do município. A Justiça também determinou o afastamento do presidente e do diretor-geral da associação investigada, além de duas servidoras municipais.
A operação foi conduzida pelo Gaeco e pela Promotoria de Justiça de Proteção da Moralidade Administrativa, com o apoio da Promotoria de Justiça de Defesa dos Direitos das Pessoas LGBTI+, da Central de Assessoramento Técnico Interdisciplinar (Cati) e da Polícia Militar, através do Comando de Policiamento de Apoio Operacional (CPAp). As investigações indicam que os recursos públicos destinados a financiar eventos carnavalescos e ações voltadas à comunidade LGBTI+ teriam sido desviados por meio de uma associação de fachada, que recebeu mais de R$ 1,1 milhão do Município de Salvador. Parte desses valores teria beneficiado integrantes da própria associação, enquanto os recursos deveriam viabilizar eventos em 57 bairros da capital baiana e apoiar 18 blocos carnavalescos durante o Carnaval de 2025.
A apuração teve início após o MPBA receber informações e documentos de organizadores de eventos e membros da comunidade LGBTI+, que relataram irregularidades na destinação de verbas públicas para o projeto “Caminhada da Diversidade LGBTI+”.
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