A Polícia Federal (PF) concluiu, nesta sexta-feira (11/9), a extradição de um cidadão argentino que era procurado internacionalmente por ter assassinado o próprio pai. O crime ocorreu em julho do ano passado, na Argentina, dando início a uma intensa busca pelas autoridades daquele país.
O homem, que estava foragido em território brasileiro, foi localizado após se envolver em um incidente em um hotel no Rio de Janeiro. A operação de transferência foi coordenada pelo Núcleo de Cooperação Internacional da PF no Rio de Janeiro, em conjunto com as autoridades argentinas, garantindo o cumprimento do mandado internacional.
Prisão no Brasil e antecedentes criminais
A trajetória do foragido no Brasil foi marcada por uma tentativa de ludibriar as autoridades locais. Em agosto do ano passado, ele foi detido sob a acusação de denunciação caluniosa após alegar falsamente que o gerente de um hotel em Copacabana o mantinha em cárcere privado.
Após a prisão em flagrante pelo crime cometido em solo brasileiro, a Polícia Federal identificou a existência de um mandado de captura internacional contra ele. A partir desse momento, a corporação solicitou a inclusão do nome do estrangeiro na lista de Difusão Vermelha da Interpol, consolidando o status de procurado internacional.
Cooperação jurídica e trâmites da extradição
O processo de extradição exigiu uma articulação complexa entre diferentes órgãos do sistema de justiça. A Polícia Federal atuou de forma integrada com a Delegacia Especial de Apoio ao Turismo (Deat) e o Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ).
Essa colaboração foi fundamental para assegurar que o estrangeiro permanecesse sob custódia preventiva durante todo o trâmite legal. O esforço conjunto garantiu a manutenção da ordem pública até que o Supremo Tribunal Federal (STF) expedisse o mandado definitivo para a extradição.
Transferência internacional via Aeroporto do Galeão
Com a autorização judicial devidamente expedida, os agentes federais realizaram o translado do preso nesta sexta-feira. A operação logística foi finalizada no Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro (Galeão), de onde o homem partiu sob escolta com destino à Argentina.
Ao chegar ao seu país de origem, o extraditado ficará à disposição das autoridades locais. Ele deverá responder judicialmente pelo homicídio do pai, encerrando o ciclo de fuga que o trouxe ao Brasil.
Fonte: metropoles.com
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