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Financial Times traça perfil de Flávio Bolsonaro, que diz à revista inglesa que Lula faz do Brasil uma “colônia chinesa”

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Financial Times traça perfil de Flávio Bolsonaro, que diz à revista inglesa que Lula faz do Brasil uma "colônia chinesa"

O senador Flávio Bolsonaro, do PL do Rio de Janeiro, afirmou em entrevista ao jornal britânico Financial Times que não se aproximará de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, comparando a situação a uma comparação entre o filho de Pelé e o próprio Pelé. Essa declaração foi feita em resposta a uma pergunta sobre sua recusa em usar a cadeira que pertencia ao ex-presidente em seu gabinete na sede do PL em Brasília. Embora Flávio mantenha encontros políticos no mesmo espaço, ele opta por não sentar na cadeira do pai.

Na reportagem intitulada “A Volta dos Bolsonaros”, o Financial Times analisa a candidatura de Flávio, que surge em um momento em que a família Bolsonaro parecia ter perdido força política. O jornal considera Flávio um candidato “altamente competitivo” para as eleições presidenciais deste ano, destacando que, apesar das dificuldades enfrentadas por Jair Bolsonaro, a família está se organizando para um retorno político.

A matéria menciona que Jair Bolsonaro, ex-presidente de extrema-direita, enfrenta problemas legais, enquanto seu irmão Eduardo vive em autoexílio nos Estados Unidos. Em contraste, Flávio é descrito como um candidato com um temperamento mais moderado, que deve adotar uma plataforma semelhante à de seu pai, mas com uma abordagem mais comedida. Entre suas propostas estão a redução da maioridade penal e a defesa de impostos menores e mais privatizações.

Flávio busca atrair o eleitorado de centro ao enfatizar sua imagem como o membro mais moderado da família. Ele é descrito como um advogado que já foi proprietário de uma loja de chocolates, com um tom menos agressivo em comparação ao de Jair Bolsonaro. Enquanto o ex-presidente era cético em relação às vacinas contra a covid-19, Flávio tomou a vacina publicamente.

A reportagem também aborda a disputa com Luiz Inácio Lula da Silva, destacando que ambos os candidatos possuem altos índices de rejeição. A equipe de campanha de Lula deve focar em ataques a Flávio, mencionando casos como a “rachadinha” na Assembleia do Rio e supostas conexões com milícias.

Outro ponto destacado foi a capacidade de Flávio de lidar com a pressão de uma campanha presidencial, lembrando um incidente em que ele desmaiou durante um debate na televisão em 2016, quando tentou se candidatar à prefeitura do Rio de Janeiro, resultando em um quarto lugar na eleição.

Na entrevista, Flávio criticou Lula por sua postura em relação aos Estados Unidos, afirmando que o presidente é “hostil demais” ao país e favorece a China. Ele argumentou que o Brasil precisa de um governo mais jovem e moderno, ressaltando que o problema não é a idade de Lula, mas sim a obsolescência de suas ideias.


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