O Fluminense de Feira tem priorizado suas categorias de base como parte fundamental de seu projeto esportivo e financeiro. Sob a gestão da SAF, o clube acredita que a formação de atletas é o principal caminho para garantir a sustentabilidade, ao mesmo tempo em que busca aprimorar processos e aumentar a competitividade das equipes jovens.
Edu Silva, treinador responsável pelo desenvolvimento técnico dos atletas, explicou a filosofia adotada no cotidiano do clube. Em entrevista ao Bahia Notícias, ele mencionou que o trabalho é baseado na construção de um modelo de jogo adaptável, que prepara os jogadores para diferentes situações em campo. Silva destacou que sua abordagem inicial incluía uma ideia de jogo apoiado e de imposição, mas que, ao longo do tempo, ele buscou integrar diversos conceitos aprendidos em suas experiências.
O treinador enfatizou que a formação dos atletas deve ser versátil, permitindo que eles se adaptem a diferentes estilos de jogo. Ele ressaltou a importância de preparar os jogadores para enfrentar equipes com características variadas, afirmando que a base deve proporcionar essa flexibilidade. Silva também mencionou que, ao longo da carreira, os jovens atletas trabalharão com diferentes treinadores, e ter um leque diversificado de ideias é essencial para seu desenvolvimento.
Além da metodologia de treinamento, o clube planeja participar de torneios fora do estado e até internacionais. Silva revelou que há uma intenção de realizar jogos na Áustria, fruto de uma parceria com clubes locais, e que o Fluminense de Feira já começou a expandir sua atuação ao participar da Copa Atlântica.
A transição dos atletas para o time principal é uma parte crucial do planejamento, com o objetivo de minimizar o impacto da mudança de categoria. O técnico afirmou que sua intenção é preparar os jogadores para que, quando forem convocados para o time profissional, estejam prontos para lidar com os desafios emocionais, técnicos e táticos. Ele destacou que o retorno dos treinos integrados tem sido positivo.
O investimento na base não se limita ao aspecto esportivo. Filemon Neto, presidente da SAF, já havia ressaltado que a formação é a única alternativa viável para a sustentabilidade de clubes do interior. Ele afirmou que depender apenas de retornos de competições e patrocínios não é suficiente para honrar o orçamento anual, o que tem levado muitos clubes ao fechamento.
Atualmente, o projeto já apresenta resultados superiores às expectativas, com atletas sendo encaminhados para outras equipes. A SAF espera que, a partir de 2028, o Fluminense de Feira comece a colher de maneira consistente os frutos esportivos e financeiros desse modelo.
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