A França confirmou sua participação na Copa do Mundo de 2026, que será realizada nos Estados Unidos, Canadá e México. A ministra dos Esportes, Marina Ferrari, declarou que o governo francês não tem intenção de boicotar o torneio, mesmo diante das pressões políticas de diversos setores na Europa, em razão da política internacional do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
A ministra afirmou que, até o momento, não há vontade de boicote e que, embora existam manifestações contrárias em alguns grupos políticos, o esporte deve ser mantido separado de questões diplomáticas. Ela ressaltou a importância da Copa do Mundo para os amantes do futebol e enfatizou que não faria previsões sobre possíveis mudanças de posição.
Essas declarações surgem em um contexto de crescente debate na Europa sobre a permanência dos Estados Unidos como uma das sedes do Mundial. O deputado francês Éric Coquerel, do partido A França Insubmissa (LFI), pediu à Fifa que a competição ocorra apenas no México e no Canadá, questionando a realização do torneio em solo americano. Em suas redes sociais, ele criticou a política externa dos Estados Unidos, mencionando ações que considera agressivas e prejudiciais.
O tema também gerou repercussão em outros países europeus. Na Alemanha, a secretária de Estado para o esporte, Christiane Schenderlein, afirmou que a decisão sobre um possível boicote caberia à Federação Alemã de Futebol e à Fifa, destacando a autonomia dessas entidades. Na França, o ex-treinador do Senegal, Claude Le Roy, levantou a possibilidade de um boicote, citando o comportamento de Trump e as dificuldades enfrentadas por torcedores senegaleses para obter visto.
No Reino Unido, o debate tomou um viés político, com o parlamentar conservador Simon Hoare sugerindo que a retirada da seleção inglesa da Copa do Mundo poderia ser uma forma de protesto contra o presidente dos Estados Unidos. Ele argumentou que ações como essa poderiam envergonhar Trump em seu próprio país.
Apesar das críticas e pressões políticas, até o momento não há indicações oficiais de que seleções europeias importantes planejam se retirar do próximo Mundial.
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