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Gleisi rebate editorial da Economist que disse que Lula não deveria disputar eleição por “ser tão idoso”

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Gleisi rebate editorial da Economist que disse que Lula não deveria disputar eleição por "ser tão idoso"

Em uma postagem na rede X, no último dia do ano, a ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, respondeu a um editorial da revista britânica The Economist, que sugeriu que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva não deveria concorrer à reeleição devido à sua idade avançada. A revista fez comparações entre Lula e o ex-presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, que, embora tenha se colocado como candidato em 2024, decidiu não disputar a reeleição por apresentar sinais de envelhecimento.

Gleisi Hoffmann criticou a publicação, afirmando que a revista deseja que o Brasil retorne a uma submissão aos interesses do mercado. Ela destacou que a The Economist representa o sistema financeiro global e aqueles que acumulam riquezas sem contribuir para a produção. A ministra defendeu que o Brasil deve continuar a adotar políticas públicas que beneficiem a população, promovendo o crescimento do emprego, salários e renda das famílias.

A ministra descreveu Lula como um líder com vitalidade e saúde, e sugeriu que o receio da revista está relacionado à continuidade de um governo que busca enfrentar a injustiça tributária e social. Gleisi também mencionou uma possível preferência do mercado, tanto nacional quanto internacional, pelo governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, afirmando que essa preferência não visa o bem do Brasil, mas sim interesses que não correspondem às necessidades do povo brasileiro.

No editorial, a The Economist abordou problemas de saúde recentes de Lula, incluindo uma cirurgia no cérebro realizada em dezembro de 2024 após uma queda em casa. A publicação argumentou que, apesar das habilidades políticas do presidente, seria arriscado para o Brasil ter alguém tão idoso no poder por mais quatro anos, ressaltando que carisma não é uma proteção contra o declínio cognitivo.

A revista também avaliou que, embora a economia brasileira tenha mostrado resultados positivos, as políticas econômicas do governo Lula são consideradas "medíocres". Segundo a The Economist, essas políticas se concentram principalmente em transferências para os mais pobres, acompanhadas de medidas de aumento de arrecadação que se tornam menos favoráveis aos negócios, apesar de uma reforma que buscou simplificar a tributação.

A publicação concluiu que Lula "poliria seu legado" ao desistir da corrida presidencial no próximo ano, permitindo uma "disputa adequada em busca de um novo campeão da centro-esquerda".


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