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Governo assina contrato de R$ 467 milhões para concluir trecho da Ferrovia Oeste-Leste na Bahia

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Governo assina contrato de R$ 467 milhões para concluir trecho da Ferrovia Oeste-Leste na Bahia

As obras da Ferrovia de Integração Oeste-Leste (FIOL II) receberam uma atualização significativa com a assinatura de um novo contrato nesta quarta-feira (04). A Infra S.A. firmou um acordo com o Consórcio Ferroviário para a finalização de um trecho de aproximadamente 36 quilômetros no interior da Bahia, com um investimento total estimado em R$ 467 milhões.

O contrato abrange a elaboração dos projetos detalhados, tanto básico quanto executivo, além da execução das obras restantes para a conclusão do chamado "Lote Único" (05FC). Esse trecho, que possui 35,75 km de extensão, inclui a construção de pátios de desvio, essenciais para a manobra de composições e a organização do fluxo ferroviário.

Com a assinatura do contrato, o consórcio terá um prazo de 47 meses, ou seja, pouco menos de quatro anos, para entregar as obras. O cronograma oficial começa a contar a partir da emissão da Ordem de Serviço, e o valor exato do contrato é de R$ 467.970.011,11. A contratação segue as diretrizes da Lei das Estatais (Lei nº 13.303/2016).

A conclusão deste trecho da FIOL II é considerada crucial para o escoamento da produção na Bahia, pois conecta o interior do estado aos portos, facilitando o transporte de cargas em grande escala, reduzindo custos logísticos e promovendo a geração de empregos na região durante a fase de construção.

Em 2021, a Bahia Mineração (Bamin) venceu o leilão da subconcessão do trecho 1 da FIOL, que liga Ilhéus a Caetité, com cerca de 537 quilômetros de extensão. A concessão transferiu à iniciativa privada a responsabilidade pela conclusão e operação desse segmento.

Em 2023, o governo federal incluiu projetos ferroviários no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), com investimentos voltados para a infraestrutura de transporte na Bahia, destacando a continuidade da FIOL, especialmente o trecho 2, entre Caetité e Barreiras, que é parte de um corredor logístico para o escoamento da produção agrícola e mineral.

Em 2024, a Infra S.A. informou que as obras da FIOL 2, entre Caetité e Barreiras, estavam com cerca de 65,8% de execução, com previsão de superar 70% ao longo do ano, impulsionadas por novos investimentos federais destinados a corredores logísticos relacionados ao agronegócio e ao transporte de cargas.

No ano anterior, a construção do trecho 1 da ferrovia, entre Caetité e Ilhéus, foi suspensa devido à desmobilização do contrato entre a Bamin e a construtora responsável. A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) indicou que as obras em um dos lotes do trecho entre Ilhéus e Caetité deveriam ser retomadas.

O segmento atravessa municípios do interior baiano, incluindo cidades do sudoeste do estado, e faz parte da estrutura planejada para conectar a ferrovia ao futuro Porto Sul. Em 2025, o presidente da Infra S.A. anunciou que o trecho 2 da ferrovia havia alcançado 71% de execução, enquanto o governo discutia possíveis revisões no contrato da concessionária responsável pelo trecho 1, devido a atrasos e paralisações nas obras.

Em novembro de 2025, a estatal responsável pela obra lançou uma nova licitação para a elaboração de projetos e execução de serviços necessários à conclusão de um lote de cerca de 35,7 quilômetros da FIOL 2 na Bahia, buscando dar continuidade ao andamento do trecho entre Caetité e Barreiras.


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