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Governo mantém vaga de Gleisi indefinida ao divulgar lista de novos ministros

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Saída de Gleisi do governo abre disputa pela articulação política e preocupa Congresso

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) anunciou nesta terça-feira (31) os novos ministros que ocuparão cargos na Esplanada, em decorrência da saída dos titulares que se candidatarão nas eleições de outubro. A lista, no entanto, ainda não revela quem substituirá Geraldo Alckmin (PSB) no Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, e Gleisi Hoffmann (PT) na Secretaria de Relações Institucionais. Alckmin é candidato a vice na chapa de Lula, enquanto Gleisi concorrerá ao Senado no Paraná.

De acordo com informações da Folha, o ministro do Empreendedorismo, Márcio França (PSB), deve assumir a vaga de Alckmin. Essa mudança é parte de uma estratégia de Lula para retirá-lo da disputa eleitoral e fortalecer o apoio à candidatura de Fernando Haddad (PT) ao governo de São Paulo. A posição de França no Empreendedorismo deverá ser ocupada por Márcio Elias, atual secretário-executivo do Mdic. A substituição de Gleisi ainda não foi definida.

O Palácio do Planalto confirmou 14 novos ministros, a maioria dos quais já ocupa cargos de número 2 nas pastas que irão liderar. Na Casa Civil, a secretária-executiva Miriam Belchior assumirá o lugar de Rui Costa (PT), que se afastará para concorrer ao Senado na Bahia. Outros nomes confirmados incluem Bruno Moretti, que era secretário especial de Análise Governamental da Casa Civil e irá para o Ministério do Planejamento e Orçamento, substituindo Simone Tebet (MDB). Tebet e Marina Silva (Rede), que também deve ter João Paulo Capobianco como sucessor, são candidatas ao Senado por São Paulo.

A oficialização dos novos ministros ocorreu durante uma reunião ministerial de Lula. Em seu discurso de abertura, o presidente destacou a importância de manter a continuidade dos trabalhos, escolhendo pessoas que já atuam nos ministérios. Ele enfatizou que não deseja que os ministérios passem por uma nova reestruturação, pois há muitas tarefas a serem concluídas até 31 de dezembro. Lula ressaltou que a responsabilidade de quem permanece é garantir que a máquina pública funcione sem interrupções.

No total, 20 dos 38 ministros deverão se afastar de seus cargos devido às eleições, seja para concorrer a cargos públicos, para remanejamentos ou para apoiar a campanha do presidente. O prazo oficial para desincompatibilização termina no sábado (4), mas a maioria deve anunciar suas saídas antes dessa data.


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