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Hepatologista explica relação entre canetas emagrecedoras e pancreatite e critica uso sem orientação

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Hepatologista explica relação entre canetas emagrecedoras e pancreatite e critica uso sem orientação

O hepatologista Raymundo Paraná criticou a prática de médicos sem qualificação que prescrevem canetas emagrecedoras sem a devida indicação clínica e sem esclarecer os riscos associados ao uso dessas substâncias. O alerta foi feito durante sua participação no podcast Saúde 360°, que é transmitido quinzenalmente no canal do Youtube do Bahia Notícias.

Paraná destacou que as canetas emagrecedoras são consideradas drogas inovadoras, com efeitos positivos no controle da diabetes e na perda de peso, além de contribuírem para a redução de riscos cardiovasculares e hepáticos. No entanto, ele enfatizou que o uso indiscriminado e sem necessidade pode resultar em mais problemas do que benefícios para os pacientes. O hepatologista ressaltou que, na medicina, é fundamental avaliar os riscos e benefícios de qualquer tratamento, e que não existe medicamento ou suplemento isento de efeitos adversos. Ele pediu que os médicos adotem um senso crítico ao prescrever esses tratamentos.

O especialista também alertou sobre a presença de médicos sem registro de especialidade, que indicam as canetas sem compreender plenamente seus efeitos colaterais. Essa falta de orientação adequada pode aumentar as chances de complicações e reações adversas. Paraná explicou que o uso prolongado das canetas em pacientes que ficam longos períodos sem se alimentar pode aumentar o risco de pancreatite, uma inflamação do pâncreas que pode ser aguda ou crônica, apresentando sintomas como vômitos e dor abdominal intensa. Em casos mais graves, o tratamento pode exigir cirurgia. Ele destacou que a falta de alimentação prolongada pode levar à formação de pedras na vesícula, que são uma das causas da pancreatite, e criticou a falta de informação por parte dos prescritores.

Durante o podcast, Paraná também abordou a crença comum de que a suplementação de vitamina C pode fortalecer o sistema imunológico. Ele considerou essa prática como fútil e afirmou que a administração de altas doses de vitamina C é uma demonstração de ignorância e falta de embasamento científico. O médico mencionou um paciente que apresentou um estudo que supostamente comprovava a eficácia da suplementação para a imunidade, mas classificou o estudo como "monocêntrico, retrospectivo e sem grupo controle", desqualificando-o do ponto de vista da evidência científica.


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