A Pfizer anunciou nesta quinta-feira (3) que seu medicamento experimental contra a obesidade, adquirido por meio da Metsera, demonstrou perda de peso significativa em um estudo clínico de fase dois, quando administrado uma vez por mês. A farmacêutica informou que pacientes com obesidade ou sobrepeso perderam até 12,3% do peso corporal após 28 semanas de tratamento, em comparação com o grupo que recebeu placebo. Considerando todos os participantes do estudo, incluindo aqueles que interromperam o uso do medicamento, a perda de peso média foi de 10,5%.
A empresa destacou que não foi observado um platô na perda de peso após a mudança da aplicação semanal para a mensal, o que sugere a possibilidade de uma redução contínua do peso ao longo do estudo, que seguirá até a 64ª semana. Os dados iniciais indicam que a injeção pode ser administrada com menor frequência do que os medicamentos atualmente disponíveis, sem comprometer a eficácia. Essa abordagem pode representar um avanço para a Pfizer, que busca se destacar em um mercado dominado por tratamentos semanais da Eli Lilly e da Novo Nordisk, além de um comprimido diário recentemente lançado pela farmacêutica dinamarquesa.
Jim List, diretor médico da Pfizer, afirmou que os resultados iniciais reforçam o potencial do PF’3944 como um tratamento mensal com eficácia competitiva. A Pfizer planeja iniciar dez estudos de fase três com o medicamento ainda neste ano. Chris Boshoff, diretor científico da companhia, mencionou que projeções indicam que doses mensais mais altas podem resultar em uma perda de até 16% do peso corporal em 28 semanas.
O anúncio foi feito no mesmo dia em que a empresa divulgou resultados financeiros do quarto trimestre que superaram as expectativas do mercado. Apesar disso, as ações da Pfizer recuaram cerca de 3% no pré-mercado. O PF’3944 é um medicamento GLP-1 de ação prolongada, desenvolvido para ter uma duração de efeito maior em comparação com terapias já existentes, como o Wegovy. A Pfizer está avaliando o uso do fármaco em aplicações semanais, mensais e em combinação com outros tratamentos hormonais.
No estudo, os pacientes receberam doses semanais por 12 semanas antes de mudar para o regime mensal. O medicamento foi considerado bem tolerado, apresentando efeitos colaterais gastrointestinais leves ou moderados, semelhantes aos observados em outros remédios da mesma classe. A empresa afirmou que não foram identificados novos riscos de segurança.
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