O senador Jaques Wagner declarou que não pretende se unir a movimentos que atacam o Supremo Tribunal Federal, mesmo que as críticas venham de membros do governo ou de aliados do Palácio do Planalto. Em entrevista ao jornal Estadão, Wagner afirmou que não irá contribuir com o que chamou de “sanha” contra a Corte.
Ele ressaltou que mantém uma postura independente sobre o assunto e não se deixa influenciar por pressões políticas ou circunstanciais. Para Wagner, é fundamental ter cautela ao lidar com instituições, evitando posicionamentos que sejam motivados por conveniências momentâneas.
“Eu sou um cara de jogo de cintura, mas não chego ao teatro rebolado. Se para voltar aqui eu tiver que voltar fantasiado, prefiro não voltar. Se for para ser conduzido, é melhor mudar de ramo”, afirmou.
Wagner também comentou que, embora não concorde com muitas decisões do STF, reconhece a autoridade da Corte. “Tem muita coisa feita pelo STF que eu não sou obrigado a concordar. Mas eles têm o poder deles. E o timing político é uma coisa nossa. A esfera dos 11 (ministros do STF) é diferente. Estão em outra bolha”, observou.
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