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João Roma contesta resultado do Senado e afirma que baianos são vítimas de manipulação

João Roma contesta resultado do Senado e afirma que baianos são vítimas de manipulação

Após a consolidação dos resultados das eleições de 2026, o candidato ao Senado João Roma (PL) manifestou forte descontentamento com o desfecho das urnas na Bahia. Em pronunciamento à imprensa, o ex-ministro criticou a dinâmica eleitoral no estado, sugerindo que o eleitorado baiano teria sido alvo de estratégias de controle e distorção da realidade por parte de seus adversários políticos.

Roma, que figurou como um dos principais nomes da oposição no estado, terminou a disputa em terceiro lugar, sendo superado pelos candidatos da base governista. O político atribuiu o desempenho dos vencedores a uma estrutura de poder que, segundo ele, utiliza a vulnerabilidade social para angariar apoio político sem oferecer contrapartidas efetivas em termos de gestão pública.

Desempenho eleitoral e números da disputa pelo Senado

Os dados oficiais do pleito revelam uma vitória expressiva do grupo liderado pelo Partido dos Trabalhadores (PT) na Bahia. Rui Costa (PT) liderou a votação com 4.262.889 votos, o que corresponde a 29,99% dos votos válidos. Logo atrás, Jaques Wagner (PT) garantiu a segunda vaga com 3.918.385 votos, atingindo 27,56% do total apurado.

João Roma obteve 2.849.760 votos, alcançando a marca de 20,05%. Outro nome relevante na disputa, Angelo Coronel, somou 2.875.504 votos (20,17%). A fragmentação dos votos entre os candidatos de oposição e nomes independentes acabou por consolidar a hegemonia dos ex-governadores petistas na representação baiana no Congresso Nacional.

Críticas à estrutura política e acusações de manipulação

Em sua análise pós-eleitoral, Roma utilizou termos contundentes como “dissimulação” e “manipulação” para descrever o cenário político local. Ele defendeu que uma parcela significativa da população, especialmente os cidadãos em situação de necessidade, acaba se tornando refém de uma máquina política robusta que prioriza a manutenção do poder em detrimento de resultados concretos para a sociedade.

“Muitos dos baianos ainda são vítimas e reféns de uma estrutura muito pesada de manipulação de pessoas”, afirmou o candidato derrotado. Segundo sua visão, as lideranças vitoriosas utilizariam símbolos nacionais e estruturas partidárias amplas para mascarar a ausência de entregas administrativas no estado, focando na exploração da imagem política durante o período de campanha.

Polarização e o peso da influência nacional na Bahia

A fala de João Roma também tocou na influência de figuras e números nacionais no pleito estadual. Para o candidato do PL, o eleitor muitas vezes é induzido a votar com base em alinhamentos ideológicos amplos, ignorando o histórico de gestão local. Essa estratégia, na visão de Roma, impede que novas lideranças e propostas alternativas consigam romper a barreira imposta pelos grupos tradicionais que dominam a política baiana há décadas.

O resultado das urnas, validado pelo Tribunal Superior Eleitoral, reafirma a força do governismo na região Nordeste. Apesar da derrota, Roma agradeceu o apoio dos quase três milhões de eleitores que confiaram em seu projeto, sinalizando que deve manter sua postura crítica e vigilante em relação aos mandatos que se iniciarão na próxima legislatura do Senado Federal.

Fonte: bahianoticias.com.br


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