O ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, informou ao presidente Lula (PT) que deixará o cargo nesta sexta-feira, 9 de fevereiro. A comunicação ocorreu antes de um evento no Palácio do Planalto que celebra os três anos dos ataques de 8 de janeiro de 2023.
Com a saída de Lewandowski, é esperado que o núcleo central do Ministério da Justiça e Segurança Pública também se desligue do governo. Dois secretários já manifestaram essa intenção a pessoas próximas: o secretário-executivo, Manoel Carlos de Almeida Neto, e o secretário nacional de Segurança Pública, Mario Sarrubbo.
Outro nome que deve deixar a pasta no primeiro semestre é o do secretário de Assuntos Legislativos, Marivaldo Pereira, que pretende se candidatar a deputado federal nas eleições de 2026. Inicialmente, a expectativa era de que Lewandowski deixasse o cargo após a aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança, que ainda não tem data definida para ser discutida na Câmara dos Deputados.
Lewandowski assumiu a pasta em 1º de fevereiro de 2024, após a saída do ministro Flávio Dino, que foi nomeado para o Supremo Tribunal Federal (STF). Na sua posse, ele nomeou Manoel Carlos de Almeida Neto, Mario Sarrubbo, Jean Uema (Secretaria Nacional de Justiça), André Garcia (Secretaria Nacional de Políticas Penais) e Lilian Cintra (Secretaria Nacional de Direito Digital), além de reorganizar as demais secretarias com quadros já existentes no ministério.
Em seu discurso, Lewandowski destacou seu compromisso com a segurança pública e a necessidade de combater o crime organizado, os delitos digitais e as milícias. Durante sua gestão, o ministério apresentou um arcabouço legal para o enfrentamento do crime organizado. Além da PEC da Segurança, ele também elaborou o Projeto de Lei Antifacção, que está em tramitação na Câmara dos Deputados e ainda não possui data para apreciação.
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