A licitação para a concessão onerosa do Estádio Alberto Oliveira, conhecido como Joia da Princesa, teve apenas uma proposta apresentada. O certame ocorreu na última segunda-feira, dia 19, sob a responsabilidade da Prefeitura de Feira de Santana, e contou com a participação exclusiva de uma empresa ligada ao grupo Core 3, que é responsável pela Sociedade Anônima do Futebol (SAF) do Fluminense de Feira. A informação foi divulgada nesta quarta-feira, dia 21, pelo portal O Exclusivo e confirmada pela reportagem do Bahia Notícias.
Com o término da fase de recebimento das propostas, o processo agora avança para a etapa de análise documental. A Comissão Especial de Licitação está encarregada de verificar se a proponente cumpre todas as exigências estabelecidas no edital antes da homologação oficial do resultado. Esse cenário corrobora informações previamente divulgadas pelo Bahia Notícias, que já havia indicado o Fluminense de Feira como o principal interessado na gestão do estádio.
O superintendente de Feira de Santana, Emerson Britto, destacou a condução do processo pela administração municipal e expressou otimismo em relação à modernização do estádio, transformando-o em um espaço multifuncional. Britto mencionou a força-tarefa do governo municipal, liderada pelo prefeito José Ronaldo, para tornar o Joia da Princesa uma arena multiuso, um projeto que vem sendo desenvolvido desde o início da atual gestão.
Ele enfatizou que, apesar das dificuldades, o trabalho tem sido realizado com profissionalismo, ética e dedicação. A comunidade esportiva de Feira de Santana aguarda a conclusão dos trâmites da licitação, que permitirá a gestão do estádio em parceria com a iniciativa privada, visando a transformação do Joia da Princesa em uma grande arena, semelhante às que existem nas principais capitais do país.
A proposta apresentada foi protocolada pela GD Serviços Internet Ltda, uma empresa registrada como EPP e com sede em Feira de Santana. A companhia faz parte do grupo Core 3, que assumiu a SAF do Fluminense de Feira em 2022, com um investimento mínimo previsto de R$ 60 milhões no projeto esportivo. O valor da outorga ofertada foi de R$ 125 mil, conforme estipulado no edital da Concorrência Maior Preço nº 95/2025. O contrato prevê a concessão para a requalificação, operação, exploração comercial e manutenção do estádio.
No plano apresentado, a proposta visa transformar o Joia da Princesa em uma arena multiuso, com infraestrutura adequada tanto para o futebol profissional e de base quanto para outras atividades. Estão previstas áreas comerciais, espaços de hotelaria, ações relacionadas ao turismo esportivo e a realização de eventos esportivos, culturais e corporativos. O objetivo é ampliar o uso do equipamento ao longo do ano, reduzindo a dependência do calendário de jogos e estimulando a economia local, especialmente nos setores de serviços e entretenimento.
Embora haja apenas uma proposta, a Prefeitura de Feira de Santana reafirma que o processo continua em andamento. A concessão será oficializada somente após a validação completa da documentação exigida no edital e a homologação do resultado. A licitação integra um planejamento iniciado em 2025, quando foi publicada a Portaria nº 004/2025, que instituiu a Comissão Especial de Licitação. O modelo de concessão segue as diretrizes da Lei Federal nº 8.987/95, que regula concessões e permissões de serviços públicos.
O Joia da Princesa voltou a receber jogos oficiais em 2026, sendo palco de partidas do Campeonato Baiano, da Série B do estadual e da final vencida pelo Bahia de Feira. O estádio também sediou confrontos do Bahia no Campeonato Brasileiro Feminino, além de jogos das categorias de base e do time principal.
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