A nova Rodoviária de Salvador foi inaugurada em 20 de janeiro de 2025, localizada no bairro de Águas Claras. Após a transferência do terminal, o Bahia Notícias conversou com empresários que atuavam na antiga rodoviária e se preparavam para se instalar no novo espaço.
De acordo com a reportagem, alguns lojistas enfrentaram dificuldades para iniciar suas atividades devido à demora na liberação do alvará de Habite-se. O documento foi assinado em 16 de janeiro por técnicos da Secretaria de Desenvolvimento Urbano (Sedur), mas, conforme os comerciantes, só foi disponibilizado oficialmente em 26 de janeiro, seis dias após a inauguração, o que resultou em prejuízos.
Edvaldo, sócio de uma lotérica que funcionava na antiga rodoviária, relatou que a principal dificuldade foi a demora na emissão da inscrição imobiliária, essencial para dar continuidade aos trâmites de regularização junto à Caixa Econômica Federal. Ele explicou que iniciou o processo na Caixa em dezembro, mas só pôde avançar após a alteração contratual, o que o deixou sem operar desde a inauguração até 12 de fevereiro. Durante esse período, sua loja ficou fechada por 22 dias, resultando em um prejuízo estimado de R$ 50 mil. O investimento total no novo ponto foi de aproximadamente R$ 300 mil, sendo R$ 250 mil destinados à estrutura, o que gera preocupação sobre o prazo de retorno financeiro.
Edvaldo manifestou a intenção de buscar ressarcimento pelos prejuízos. Apesar das críticas, elogiou a estrutura do novo terminal, considerando-o bonito e com potencial de crescimento. O presidente da associação dos lojistas da rodoviária, Gustavo Vilar, também criticou a demora na inscrição imobiliária, mencionando que parte dos comerciantes ficou cerca de dez dias sem operar entre 20 e 30 de janeiro.
Vilar destacou que foram informados sobre a inauguração no dia 5 de janeiro, com a data marcada para o dia 19. Muitos lojistas já tinham projetos prontos, mas a insegurança gerada por adiamentos anteriores da inauguração dificultou os preparativos. Ele relatou um prejuízo de cerca de R$ 20 mil em seu quiosque devido à falta de faturamento durante o período em que esteve fechado, ressaltando que, além de deixar de faturar, ainda havia despesas com funcionários e financiamento.
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