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Lula diz que brasileiros gastam muito com cachorros e que a China ‘não deve ter esse problema’

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Lula diz que brasileiros gastam muito com cachorros e que a China 'não deve ter esse problema'

O presidente Lula (PT) afirmou nesta quinta-feira (26) que os brasileiros estão gastando excessivamente com cães e que, na China, "não deve ter esse problema". A declaração foi feita durante uma visita a uma fábrica de automóveis em Anápolis (GO), onde a produção é resultado de uma parceria entre empresas do Brasil e da China, com a presença de representantes chineses no evento.

Lula observou que, embora cães ainda sejam consumidos em algumas regiões da China, essa prática está se tornando cada vez mais rejeitada. A plateia reagiu com risos quando ele comentou que, no país asiático, não haveria preocupações com gastos excessivos relacionados a cachorros.

Durante seu discurso, o presidente abordou o tema do endividamento da população, que ele considera um obstáculo para o aumento de sua popularidade em um ano eleitoral. Ele citou diversas despesas, como compras de roupas pela internet, e destacou que a soma de pequenos gastos pode comprometer os salários. Lula classificou o aumento das despesas como um hábito da atualidade.

"Na China não deve ter esse problema, mas aqui no Brasil nós gostamos muito de cachorro", afirmou. Ele acrescentou que, atualmente, quem possui um cachorro precisa levá-lo ao dentista e que não é mais aceitável alimentar os animais com restos de comida. "Agora, os cachorrinhos querem dormir com a gente", disse o presidente, ressaltando que isso contribui para o "sequestro" dos salários.

Lula revelou que pediu ao ministro da Fazenda, Dario Durigan, que elabore propostas para reduzir o endividamento da população. A Folha informou na terça-feira (24) que o presidente acredita que as dívidas das famílias estão impactando sua popularidade e que ele busca mudanças nas taxas de juros do cartão de crédito. Lula disputará a reeleição em outubro e aparece nas pesquisas de intenção de voto tecnicamente empatado com o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

Embora não tenha detalhado as medidas em estudo, o presidente mencionou a possibilidade de uma campanha de comunicação para orientar os trabalhadores sobre a gestão de seus salários. Ele afirmou que a economia do país está em boa situação, mas que há desconfiança na sociedade devido às dívidas. Para ilustrar, comparou a situação a um time que vence jogando mal: "O time ganhou, mas alguma coisa está errada. Não deu o espetáculo que eu queria".

Lula também relacionou o endividamento ao uso de celulares, que facilitam a propagação de anúncios e aceleram compras. Ele, que não possui celular, frequentemente critica o uso excessivo desses dispositivos pela população. Além disso, mencionou métodos de pagamento que substituem o dinheiro físico, como Pix e cartões de crédito. "Quando tem uma nota de R$ 100, a gente não quer nem trocar, quer ficar com ela na carteira. Mas agora a gente não precisa mais de dinheiro. É tudo no tal do Pix. É tudo no cartão de crédito. A gente não vê. E quando a gente não vê o dinheiro, a gente gasta", concluiu.


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