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Maioria governista rejeita parecer final e CPMI do INSS encerra seus trabalhos sem relatório da investigação

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Maioria governista rejeita parecer final e CPMI do INSS encerra seus trabalhos sem relatório da investigação

Na madrugada deste sábado, 28, o relatório final apresentado pelo deputado Alfredo Gaspar, referente às investigações sobre fraudes e descontos não autorizados em benefícios de aposentados, foi rejeitado por 19 votos a 12. Com a rejeição, o presidente da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS, senador Carlos Viana, anunciou o encerramento dos trabalhos da comissão.

Se o relatório tivesse sido aprovado, ele seria enviado aos órgãos competentes, como a Polícia Federal e a Procuradoria-Geral da República, que teriam a responsabilidade de decidir sobre a abertura de investigações formais ou a apresentação de denúncias à Justiça. Após a votação, a bancada de parlamentares governistas apresentou um relatório paralelo com quase duas mil páginas, que incluía nomes como o do ex-presidente Jair Bolsonaro e do senador Flávio Bolsonaro. No entanto, para que esse relatório fosse apresentado, era necessário que o presidente do colegiado designasse um novo relator, o que não ocorreu, resultando no encerramento da comissão sem um relatório final aprovado.

Carlos Viana rejeitou os pedidos da bancada governista para a apresentação e leitura do relatório paralelo. Em meio a gritos de parlamentares de diferentes posições, Viana encerrou rapidamente a sessão. Após horas de discussão, a votação final foi realizada de forma nominal, com cada deputado e senador declarando seu voto. Apesar da rejeição ao parecer do relator, Viana afirmou que encaminhará o parecer integralmente aos órgãos competentes para que as devidas providências judiciais sejam tomadas.

O presidente da CPMI destacou que os elementos contidos no relatório já estão com a Polícia Federal e com o ministro André Mendonça. Ele expressou confiança de que, independentemente das questões internas dos partidos, as responsabilidades serão apuradas e os crimes cometidos serão esclarecidos. A principal discordância da bancada governista em relação ao relatório de Gaspar estava relacionada aos pedidos de indiciamento, que incluíam o nome de Fábio Luís Lula da Silva, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, além de outros nomes como o senador Weverton Rocha, o ex-ministro da Previdência Carlos Lupi e o banqueiro Daniel Vorcaro. O relatório do relator, com cerca de 4.400 páginas, propunha o indiciamento de 216 pessoas.

O documento ressaltava que a fraude era expressiva e nacionalizada, envolvendo diferentes organizações criminosas que se comunicavam e transacionavam, mas que possuíam suas próprias hierarquias e formas de atuação ilícita. A última sessão da CPMI do INSS começou na manhã de sexta-feira, 27, e durou mais de 15 horas, com a votação final ocorrendo após a 1h da madrugada.


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