A pesquisa Genial/Quaest, divulgada nesta quarta-feira, 15, traz resultados desfavoráveis para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que enfrenta um aumento na distância em relação ao seu principal concorrente, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), no segundo turno, com os números apontando 42% a 40%. A desaprovação do governo Lula subiu de 51% em março para 52% em abril, enquanto a aprovação caiu de 44% para 43%, resultando em um déficit que passou de 7% para 9%.
Embora a desaprovação atual de 52% não tenha alcançado o pior momento da gestão, registrado em maio do ano passado, quando a desaprovação chegou a 57%, a diferença entre aprovação e desaprovação é significativa. Naquele período, a aprovação era de 40%, resultando em uma diferença de 17 pontos percentuais. A pesquisa revela que o presidente Lula perdeu apoio principalmente na região Sul, onde a desaprovação atinge 62%, entre os homens (55%), na faixa etária de 16 a 34 anos (56%), entre pessoas com ensino superior (62%), que ganham acima de cinco salários mínimos (62%) e entre os que se identificam como evangélicos (68%).
Por outro lado, a aprovação é maior na região Nordeste, com 63%, entre mulheres (45%), na faixa etária de 60 anos ou mais (51%), entre aqueles que estudaram até o ensino fundamental (54%), que ganham até dois salários mínimos (57%) e entre os que se declaram católicos (49%). Em relação ao potencial de voto, a rejeição ao presidente Lula diminuiu em um ponto percentual, passando de 56% em março para 55% em abril. Com esse percentual, Lula se mantém como o candidato mais rejeitado, seguido por Flávio Bolsonaro, que tem 52% de rejeição. A rejeição de Flávio caiu oito pontos percentuais desde dezembro do ano passado, quando foi incluído pela primeira vez na pesquisa.
Em dezembro de 2025, a rejeição de Flávio Bolsonaro era de 60%, caindo para 55% em janeiro e mantendo-se até março, antes de chegar a 52% em abril. A pesquisa também questionou os eleitores sobre a percepção do noticiário em relação ao governo Lula, revelando que 48% consideram as notícias mais negativas, enquanto apenas 23% acreditam que são mais positivas. A Genial/Quaest entrevistou 2.004 eleitores entre 9 e 13 de abril, com margem de erro de dois pontos percentuais e índice de confiança de 95%. A pesquisa está registrada no TSE sob o protocolo BR-09285/2026.
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