As ondas de calor, também conhecidas como calores, são um dos sintomas mais desconfortáveis da menopausa para muitas mulheres. Essa sensação súbita de calor, que pode surgir sem aviso, frequentemente vem acompanhada de suor excessivo, palpitações e vermelhidão na pele. Esses episódios podem interromper o sono, prejudicar a concentração e impactar as atividades diárias. Embora a terapia hormonal continue sendo o tratamento mais eficaz e respaldado por evidências médicas, o interesse por estratégias complementares, como mudanças na alimentação e no estilo de vida, tem crescido nos últimos anos.
Pesquisas têm investigado o papel de alimentos ricos em fitoestrógenos, que são compostos vegetais com estrutura semelhante ao estrogênio humano, no alívio dos sintomas da menopausa. A soja e seus derivados são os alimentos mais estudados nesse contexto. Instituições renomadas, como a Mayo Clinic, Cleveland Clinic e Harvard Medical School, concordam que uma dieta baseada em vegetais, leguminosas, cereais integrais e gorduras saudáveis pode ajudar a reduzir a frequência ou a intensidade das ondas de calor em algumas mulheres.
A menopausa é marcada pela diminuição progressiva dos níveis de estrogênio, um hormônio essencial para diversas funções do corpo. Essa queda hormonal afeta o ciclo menstrual, altera os mecanismos de regulação da temperatura corporal e impacta o metabolismo, o sono e o humor. As ondas de calor podem persistir de alguns meses a vários anos e, em algumas mulheres, podem continuar mesmo após a menopausa. O cérebro se torna mais sensível a pequenas variações na temperatura corporal, levando a respostas rápidas para dissipar o calor, como o suor e a dilatação dos vasos sanguíneos.
Uma revisão publicada na revista Nutrients e estudos realizados pelos National Institutes of Health (NIH) indicam que o consumo contínuo de soja e alimentos ricos em isoflavonas está associado a uma redução moderada na frequência e intensidade das ondas de calor para algumas mulheres. No entanto, é importante ressaltar que esse efeito não é uniforme e pode variar amplamente entre as pessoas. Os compostos vegetais não substituem o estrogênio humano nem atuam como terapia hormonal, mas podem ajudar a modular alguns sintomas.
Para um estilo de vida saudável, especialistas recomendam manter horários regulares para as refeições, descansar entre sete e oito horas por noite e realizar atividades físicas regularmente. Além disso, é aconselhável limitar o consumo de alimentos ultraprocessados, açúcares adicionados, gorduras saturadas e o excesso de álcool. A inclusão de fibras e alimentos fermentados na dieta também é destacada como benéfica para a saúde intestinal.
O consumo de alimentos ricos em fitoestrógenos é considerado seguro para a maioria das mulheres e pode ser integrado a uma alimentação cardioprotetora, especialmente quando substitui carnes processadas e ultraprocessados.
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