O sistema de transporte sobre trilhos de São Paulo passa por uma atualização tecnológica significativa a partir da próxima segunda-feira (14). O Metrô de São Paulo anunciou que todas as estações das linhas 1-Azul, 2-Verde, 3-Vermelha e 15-Prata estarão equipadas para aceitar o pagamento da tarifa por aproximação, consolidando uma modalidade que vinha sendo testada em caráter experimental desde dezembro do ano passado.
A iniciativa, oficializada pelo governo estadual, visa modernizar o acesso dos passageiros e reduzir filas nas estações. Durante o período de testes, o sistema registrou um volume expressivo de 13,24 milhões de acessos, validando a eficácia da tecnologia para o fluxo intenso de usuários da capital paulista.
Tecnologia e operação nas catracas do Metrô
O funcionamento do sistema é intuitivo e segue os padrões globais de pagamentos digitais. O passageiro precisa apenas aproximar um cartão bancário, físico ou virtual, habilitado para a tecnologia NFC, diretamente no validador da catraca. O método também é compatível com carteiras digitais instaladas em smartphones, smartwatches e outros dispositivos portáteis.
As bandeiras aceitas inicialmente são Elo, Mastercard e Visa. É importante ressaltar que a implementação da nova tecnologia não exclui os métodos tradicionais. O Bilhete Único, o cartão TOP e o QR Code continuam sendo formas válidas de acesso ao sistema metroviário, garantindo que nenhum passageiro seja prejudicado pela transição tecnológica.
Limitações e integrações tarifárias
Embora a praticidade seja o principal atrativo, o uso do pagamento por aproximação direto na catraca possui uma restrição técnica relevante. Atualmente, essa modalidade não permite a aplicação de integrações tarifárias entre ônibus, metrô e trens. Para usuários que dependem do desconto na integração, a recomendação oficial é manter o uso dos cartões de transporte convencionais que já possuem o benefício integrado.
Desativação do bilhete magnético tradicional
A expansão do pagamento digital ocorre em um momento histórico para a rede metroviária. O tradicional bilhete magnético, conhecido como modelo Edmonson, será descontinuado definitivamente em 31 de outubro. Utilizado desde 1974, o bilhete registrou cerca de 13,8 bilhões de passagens ao longo de cinco décadas de operação, tornando-se um símbolo da história do transporte em São Paulo.
Para viabilizar essa transição, as catracas exclusivas utilizadas no projeto-piloto passarão por ajustes a partir da segunda quinzena de outubro. O objetivo é que esses equipamentos voltem a aceitar todas as modalidades de pagamento, unificando a experiência do usuário em toda a rede. Mais informações podem ser consultadas no site oficial do Metrô de São Paulo.
Status das linhas sob gestão privada
Enquanto o Metrô avança com a implementação nas linhas estatais, o cenário nas linhas sob concessão privada segue um cronograma distinto. As linhas 4-Amarela e 5-Lilás, operadas pela concessionária ViaQuatro/ViaMobilidade, encontram-se atualmente em fase de testes e avaliações técnicas. A expectativa é que, após a conclusão desses estudos, a tecnologia seja estendida para essas estações, garantindo a padronização do serviço em toda a malha metroviária da região metropolitana.
Fonte: gazetabrasil.com.br
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