O ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Marco Buzzi, apresentou um atestado médico ao presidente da Corte, Herman Benjamin, nesta quinta-feira, 5. A família do ministro solicitou que o diagnóstico e o período de afastamento não fossem divulgados.
O pedido de licença médica ocorreu um dia após o STJ decidir abrir uma sindicância para investigar uma acusação de assédio sexual contra Buzzi. A denúncia envolve uma jovem de 18 anos, supostamente ocorrida em sua casa de praia em Santa Catarina.
Na quarta-feira, 4, Buzzi participou do início da sessão para apresentar sua versão dos fatos. Ele afirmou aos colegas que ficou surpreso com a notícia e negou a ocorrência do episódio. Após sua saída, os ministros decidiram instaurar um processo administrativo contra ele.
Para a apuração do caso, foram designados três ministros: Isabel Gallotti, Antônio Carlos Ferrera e Raul Araújo. Buzzi havia comentado com colegas que pretendia solicitar a licença médica no dia seguinte.
Caso o assédio sexual seja comprovado, o ministro poderá ser aposentado compulsoriamente. Além disso, ele enfrenta um processo administrativo no Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que começou a ser instruído na quarta-feira, com depoimentos de familiares da vítima.
Paralelamente, uma investigação criminal sobre o caso chegou ao Supremo Tribunal Federal (STF) na mesma quarta-feira. A família da vítima registrou uma ocorrência na Polícia Civil de São Paulo, que encaminhou o relato ao STF, foro competente para processar ministros de cortes superiores.
A jovem, que tem 18 anos, era chamada de "tio" pelo ministro, pois seus pais são amigos de Buzzi. Eles estavam passando o recesso do Judiciário na residência dele em Balneário Camboriú. Segundo relatos da família, o ministro teria tentado agarrar a jovem à força.
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