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Moradores denunciam maus tratos em condomínio de Feira de Santana após gatos serem encontrados mutilados e mortos

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Moradores denunciam maus tratos em condomínio de Feira de Santana após gatos serem encontrados mutilados e mortos

Gatos envenenados, com pernas quebradas, olhos arrancados e atropelados têm sido uma triste realidade para os animais que vivem em um condomínio na Rua Professora Bertulina Carneiro, no bairro Campo Limpo, em Feira de Santana. Moradoras que tentam cuidar dos animais abandonados buscaram o Acorda Cidade, parceiro do Bahia Notícias, para denunciar uma série de mortes suspeitas de gatos, com indícios de envenenamento e episódios de violência contra os animais.

Os gatos que habitavam o condomínio começaram a desaparecer e a ser encontrados mortos, muitos apresentando sintomas de intoxicação, como vômitos e agonia antes de falecer. Diante dessa situação alarmante, as moradoras registraram queixa na delegacia e exigem ações das autoridades competentes.

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Lidse Léia Pereira Lima, moradora do conjunto há quase 20 anos e uma das cuidadoras dos gatos, relatou que muitos animais foram abandonados por antigos moradores que se mudaram e deixaram os gatos para trás. Ela mencionou que, nos últimos três meses, muitos gatos desapareceram após reclamações sobre fezes e urina dentro do bloco, e agora estão aparecendo com sinais de envenenamento. Embora não tenham condições financeiras para realizar exames que confirmem a causa das mortes, os sintomas indicam envenenamento.

Lidse também destacou a falta de fiscalização e punição, além de uma cobrança injusta sobre quem cuida dos animais. Ela defendeu a necessidade de identificar e multar aqueles que abandonam os gatos, ressaltando que não pode deixar os animais passando fome e que essa situação configura maus-tratos.

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Os moradores têm arcado com todos os custos para minimizar o sofrimento dos animais. Lidse, com o apoio de mais duas pessoas, se responsabiliza pela alimentação dos gatos, além de custear castrações e vacinas. Ela afirmou que a gestão do condomínio não oferece suporte, e que são os próprios moradores que cuidam dos animais.

O delegado Rafael Almeida, coordenador da Polícia Civil, informou que a polícia está comprometida em combater esse tipo de crime em colaboração com entidades do município. Ele mencionou a recente deflagração da 3ª fase da Operação Guardiões da Vida Animal, que resultou na prisão de duas pessoas em flagrante. Almeida destacou que as denúncias aumentaram após as operações e que a polícia está ciente dos problemas em condomínios, embora a investigação seja desafiadora devido ao direito constitucional de respeito ao domicílio.

Um inquérito policial será instaurado para identificar os responsáveis por essas ações cruéis contra os animais. O delegado classificou a situação como uma agressão bárbara e covarde, ressaltando que os gatos não são uma ameaça à sociedade, mas sim animais que recebem cuidados dos moradores. No Brasil, maus-tratos a animais são considerados crime, e a pena pode variar de 2 a 5 anos de reclusão, além de multa e proibição de guarda, especialmente em casos de envenenamento, agressões físicas ou morte, conforme a Lei nº 14.064/2020.

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