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Na CPI, sigilo de 8 anos sobre liquidação do Banco Master é defendido por Galípolo

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Na CPI, sigilo de 8 anos sobre liquidação do Banco Master é defendido por Galípolo

O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, defendeu nesta quarta-feira (8) o sigilo de oito anos aplicado a documentos relacionados à liquidação do Banco Master, durante seu depoimento à CPI do Crime Organizado no Senado. Ele afirmou que essa medida é essencial para evitar questionamentos futuros que possam surgir a partir das informações contidas nesses documentos.

Galípolo explicou que essa determinação está em conformidade com uma regra de 2018, que estabelece um período de sigilo de dez anos para bancos de maior porte e de oito anos para instituições menores. Ele destacou que todas as 16 resoluções que levaram à liquidação de bancos seguiram essa norma e que qualquer mudança nesse procedimento deve ser discutida de maneira transparente e republicana.

O presidente do Banco Central também comentou que a liquidação do Banco Master, que foi decidida em novembro de 2025, ocorreu devido às dificuldades da instituição em captar recursos, mesmo com a proteção do Fundo Garantidor de Crédito. Ele enfatizou que essas medidas têm como objetivo proteger tanto o Banco Central quanto o Fundo Garantidor de Crédito de eventuais pedidos de indenização bilionários por parte de acionistas.

Além disso, Galípolo mencionou que a liquidação antecipou a operação Compliance Zero da Polícia Federal, que resultou na prisão do banqueiro Daniel Vorcaro. Ele reforçou que o sigilo é necessário para manter a integridade do processo e evitar o uso indevido de informações sensíveis.


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