O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, declarou nesta terça-feira que a ofensiva militar contra o Irã “ainda não terminou”. Ele destacou que o objetivo das operações conjuntas com os Estados Unidos é enfraquecer o regime dos aiatolás a ponto de que a população iraniana consiga derrubar o governo. Durante uma visita ao Grupo de Trabalho Nacional de Saúde, acompanhado do ministro da Saúde, Haim Katz, Netanyahu afirmou que a aspiração é levar o povo iraniano a romper com a tirania, ressaltando que, embora a responsabilidade final recaia sobre eles, as ações realizadas até agora estão causando danos significativos ao regime.
Desde o início da ofensiva em 28 de fevereiro, Israel e Estados Unidos realizaram bombardeios que, segundo o porta-voz do Exército israelense, Effie Defrin, resultaram na morte de 1.900 soldados e comandantes iranianos. A ONG americana HRANA estima que mais de 1.100 civis tenham perdido a vida no Irã desde o início da campanha. Entre as baixas está o líder supremo Ali Khamenei, que foi morto durante a primeira onda de ataques e recentemente substituído por seu filho, Mojtaba. Israel afirma que suas operações visam desmantelar a liderança dos aiatolás e enfraquecer as capacidades iranianas em mísseis balísticos e armamento nuclear.
Em resposta, os Guardianes da Revolução afirmaram que serão responsáveis por “determinar o fim da guerra”. Além disso, forças iranianas lançaram cinco mísseis contra a base aérea americana Al-Harir, localizada na região curda do Iraque. O chanceler iraniano, Abbas Araghchi, descartou a possibilidade de novas negociações com Washington, mencionando uma “experiência muito amarga” em rodadas anteriores.
O conflito também está gerando impactos econômicos e geopolíticos em escala global. O presidente da petrolífera saudita, Amin H. Nasser, alertou que a guerra pode resultar em “consequências catastróficas” para os mercados de petróleo, enfatizando a importância crítica do restabelecimento do tráfego pelo Estreito de Ormuz. O Irã ameaçou bloquear as exportações de petróleo enquanto o conflito persistir.
No Líbano, Israel continuou os bombardeios contra alvos do Hezbollah no sul do país, incluindo a cidade de Tiro, o que resultou no deslocamento de mais de 100 mil pessoas em um único dia, conforme relatado pela ONU. Na Turquia, a Unidade Aérea interceptou um segundo míssil balístico lançado do Irã, e o governo turco instalou sistemas de defesa antimísseis Patriot, fabricados nos Estados Unidos.
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