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Nordestina: paraíso dos cachês altos

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A população de Nordestina, mais esclarecida, está assustada com os atuais rumos do Poder Executivo no tocante às despesas pertinentes ao aniversário da cidade e os festejos juninos antecipados, eventos tradicionais da cidade.

Segundo o orçamento deste ano, ao redor de R$ 174 milhões, cerca de R$ 7,5 milhões estão na pasta da Cultura, Esporte, Lazer e Turismo, de onde saem os recursos para as festas locais com cachês um tanto fora da realidade econômica municipal.

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A Secretaria de Cultura, na segunda gestão de Eliete Andrade de Araújo, passou a ter o status de Departamento Municipal de Cultura, Esporte, Lazer e Turismo, embora os extratos de contratos citem o Departamento de Cultura como Secretaria Municipal de Cultura, Esporte, Lazer e Turismo.

Por sinal, para espanto de muitos nordestinenses, as pastas da Cultura e da Agricultura não possuem secretários como sempre existiram em outras gestões municipais.

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Um secretário municipal recebe um salário de R$ 6.800,00. Não nomeando dois secretários, o Poder Executivo poupa alguns milhares de reais que não são devidamente usados na contratação de artistas de qualidade musical muito aquém dos altos cachês.

Enquanto isso, jogando o povo, sem boa educação, contra o Poder Legislativo Municipal, certas figuras públicas chegam a dizer ” que salários e outras despesas sofrerão diante da situação ” que não passa de narrativas sem o mínimo de bom senso e compromisso com a verdade.

As festas municipais devem ser mantidas. Contudo, o município deve reduzir os gastos com festejos, priorizando outras necessidades dos seus assustados munícipes.

O nome do município está desgastado em virtude dos investimentos caros que não condizem com o atual momento da economia nacional. O povo de Nordestina merece mais respeito!

DA REDAÇÃO DO EUCLIDES DIÁRIO

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