Ainda não confirmada oficialmente pelos envolvidos, a notícia de que o publicitário João Santana será o marqueteiro da campanha de ACM Neto ao governo da Bahia tem tido uma forte repercussão nos bastidores, ao mesmo tempo em que aliados e opositores evitam dar impressões públicas sobre a movimentação.
Pela ala netista, o ambiente é de animação diante da avaliação predominante de que Santana agrega um ativo estratégico, que é o conhecimento profundo do modus operandi eleitoral do PT. Ele, vale lembrar, coordenou campanhas vitoriosas de Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff.
Nesse sentido, interlocutores consideram que essa bagagem pode representar uma virada conceitual, especialmente na forma de se comunicar. E também ajudaria ACM Neto a explorar uma linguagem mais assertiva para dialogar com o eleitorado que, por anos, votou no PT na Bahia.
No campo petista, onde Santana sempre foi ovacionado pelas vitórias presidenciais, as reações também ficaram detidas nos bastidores, mas com relatos de apreensão – exatamente pelas mesmas razões que empolgam a oposição, o fato de ele conhecer por dentro a engrenagem eleitoral da legenda.
Há ainda uma leitura, sensorial, de que a ida de João Santana para a campanha de ACM Neto teria um certo tom de vingança, no contexto de que ele teria se sentido abandonado por caciques petistas baianos quando se viu às voltas com a operação Lava Jato, justamente sobre investigações que miraram pagamentos de campanhas eleitorais que ele comandou.
Santana voltou ao jogo presidencial em 2022, à frente da tímida campanha de terceira via de Ciro Gomes, à época pelo PDT.
Fonte: Política Livre
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