O ano de 2024 começa com mudanças que afetam diretamente o orçamento das famílias brasileiras. A partir de 1º de janeiro, entra em vigor a nova faixa de isenção do Imposto de Renda (IR), que beneficia aqueles que recebem até R$ 5 mil por mês. Essa medida, sancionada em novembro, deve impactar cerca de 15 milhões de contribuintes. Anteriormente, o teto para isenção era de dois salários mínimos, equivalente a R$ 3.036.
Além disso, o salário mínimo sofrerá um reajuste de 6,79%, passando de R$ 1.518 para R$ 1.621. Esse cálculo é baseado no Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) acumulado até novembro e garante um ganho real, embora limitado pelas restrições do arcabouço fiscal.
A nova isenção do IR será percebida já no contracheque de janeiro, que é pago no final do mês ou no início de fevereiro. Essa mudança afetará tanto o desconto na folha de pagamento quanto a tributação de dividendos. A expectativa é de uma economia média de R$ 4 mil por ano para cada beneficiário.
Para compensar a redução na base de isenção, o governo aumentou a alíquota para os contribuintes de alta renda. Aqueles que recebem acima de R$ 50 mil mensais pagarão um imposto maior. Essa medida deve afetar aproximadamente 141 mil pessoas.
É importante observar que as novas regras não alteram a Declaração de Imposto de Renda de 2026, que se refere ao ano-base de 2025. O impacto prático na declaração anual só será sentido em 2027.
Para evitar o "degrau tributário", que ocorre quando um pequeno aumento salarial eleva o trabalhador para uma faixa de imposto significativamente maior, a reforma introduziu descontos progressivos para quem ganha até R$ 7.350. O abatimento diminui gradativamente conforme a renda aumenta. Como o cálculo depende de deduções individuais e outras fontes de renda, não existe uma tabela única para esse grupo; o valor é definido caso a caso.
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