A quantidade de pessoas feridas em acidentes envolvendo animais na Bahia aumentou nos últimos dois anos, conforme levantamento da Polícia Rodoviária Federal (PRF). O estudo abrangeu dados de 2020 a 2026 e revelou que, entre 2022 e 2024, o número de feridos subiu de 97 para 117. Em 2022, foram registrados 101 feridos, enquanto em 2020 e 2021, os números foram de 91 e 107, respectivamente. No ano passado, o total de feridos foi de 105.
O levantamento também analisou a quantidade de acidentes ocorridos no mesmo período. O número de incidentes apresentou uma oscilação, atingindo o pico em 2024, com 95 ocorrências. Em 2025, houve uma redução para 88 casos. Os anos anteriores registraram 83 acidentes em 2020, 78 em 2021, 86 em 2022 e 92 em 2023. Em todos os anos, o número de feridos superou o de acidentes, indicando que, em média, mais de uma pessoa se feriu por ocorrência. Entre 2022 e 2024, tanto os acidentes quanto os feridos aumentaram, com os acidentes subindo de 86 para 95 e os feridos de 97 para 117.
O ano de 2021 apresentou uma situação atípica, com o menor número de acidentes (78), mas um aumento significativo de feridos (107), sugerindo que os acidentes foram mais severos. A proporção de feridos por acidente variou entre 1,1 e 1,3.
Em relação aos óbitos, a taxa de mortalidade por acidente variou ao longo dos anos, com o pico em 2022 e o mínimo em 2024. Em 2020, a taxa foi de aproximadamente 0,06 mortos para cada 100 acidentes, aumentando para 0,13 em 2021, e atingindo 0,14 em 2022. Em 2023, a taxa caiu para cerca de 0,076, e em 2024, foi registrada a menor taxa da série, com aproximadamente 0,05. No ano passado, a taxa subiu novamente para cerca de 0,125.
Uma das causas para os acidentes com animais é o abandono desses bichos. A advogada Thamires Santos, especialista em direito de trânsito, destacou que tutores de animais soltos podem ser responsabilizados em caso de acidentes. Ela explicou que deixar um animal solto na estrada é uma infração da lei, podendo resultar em responsabilização civil e penal. Os proprietários podem enfrentar sanções por expor a vida de terceiros a perigo.
Santos também ressaltou que os tutores devem conduzir os animais de acordo com a legislação, mantendo-os sob controle e evitando obstruções nas vias. Os motoristas, por sua vez, têm a responsabilidade de reduzir a velocidade ao avistar animais na pista, conforme previsto no Código de Trânsito Brasileiro. Ignorar essa obrigação pode resultar em culpa concorrente em caso de acidentes.
A advogada ainda mencionou a importância do papel do poder público no recolhimento de animais soltos nas vias. A autoridade de trânsito tem a competência de apreender esses animais, que só podem ser devolvidos aos proprietários após o pagamento de multas e despesas. A falta de fiscalização por parte do poder estatal pode contribuir para a ocorrência de acidentes nas estradas.
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