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O número exato de flexões que pode reduzir o risco de problemas cardíacos em 96%

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O número exato de flexões que pode reduzir o risco de problemas cardíacos em 96%

Cientistas da Universidade de Harvard identificaram que a quantidade de flexões que uma pessoa consegue realizar pode ser um indicador simples e de baixo custo para avaliar o risco de doenças cardiovasculares. O estudo, publicado em 2019, acompanhou 1.100 homens de meia-idade ao longo de uma década.

No início da pesquisa, os participantes foram convidados a realizar o maior número possível de flexões, até um limite de 80 repetições ou até a exaustão. Durante os dez anos seguintes, os pesquisadores registraram eventos cardiovasculares, como diagnósticos de doença arterial coronariana ou insuficiência cardíaca. Os resultados revelaram uma relação significativa entre a capacidade de realizar flexões e a saúde do coração. Homens que conseguiam fazer 11 ou mais flexões apresentaram 64% menos risco de eventos cardiovasculares em comparação àqueles que realizavam 10 ou menos. Aqueles que alcançavam 21 ou mais flexões mostraram 75% menos risco, enquanto os que conseguiam 40 ou mais flexões tinham 96% menos risco de problemas cardíacos.

As flexões, tradicionalmente vistas como uma medida de força da parte superior do corpo, também refletem a capacidade do sistema cardiovascular de sustentar esforço, tornando-se um potencial indicador da saúde geral do coração. Indivíduos que conseguem realizar mais flexões tendem a ter um menor Índice de Massa Corporal (IMC), melhor pressão arterial e são mais ativos fisicamente, fatores que contribuem para a redução do risco de doenças cardíacas. Os pesquisadores afirmaram que a capacidade de fazer flexões é uma medida simples e sem custo que pode fornecer uma estimativa do estado funcional entre homens de meia-idade.

Entretanto, o estudo apresenta limitações. Todos os 1.100 homens participantes eram bombeiros no início da pesquisa, uma profissão que exige altos níveis de condicionamento físico, e a média de idade era de 40 anos. Isso levanta a questão sobre a aplicabilidade dos resultados a mulheres ou a populações com diferentes níveis de atividade física. Além disso, por ser um estudo observacional, não é possível afirmar que a realização de mais flexões reduz diretamente o risco cardíaco, mas sim que existe uma associação entre os dois fatores.

Nos Estados Unidos, uma pesquisa de 2021 revelou que mais da metade da população não consegue realizar 10 flexões seguidas, e um terço não consegue fazer cinco consecutivas. A doença cardíaca é a principal causa de morte no país, responsável por cerca de 19,8 milhões de mortes anualmente. O Dr. Edward Phillips, professor de medicina física em Harvard, que não participou do estudo, destacou que a quantidade de flexões que uma pessoa consegue fazer oferece uma medição em tempo real da força e resistência muscular, sendo uma ferramenta acessível para melhoria da saúde. A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda 150 minutos de atividade física de intensidade moderada por semana, como ciclismo ou caminhada rápida, para ajudar a reduzir o risco de doenças cardíacas.


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