O rapper Emicida e o irmão do artista, Evandro Fióti, estão envolvidos em uma grande polêmica, a dissolução da parceria entre eles a frente da empresa Lab Fantasma, além de uma acusação de roubo de R$ 6 milhões.
Mas o que é a Lab Fantasma? Criada em 2009 como um coletivo, a empresa iniciou como um espaço para vender camisetas produzidas artesanalmente, até se tornar uma grande loja virtual, que de acordo com a descrição do grupo, responde por uma parcela importante do faturamento da empresa.
A Lab Fantasma se tornou uma referência em merchandising de artistas, tendo parcerias com nomes como Caetano Veloso, Criolo, Ogi e Mão de Oito.
O Laboratório Fantasma é descrito como “um coletivo de amantes de arte urbana, fãs de hip hop”. Depois de crescer como uma loja virtual, a empresa se tornou uma grande produtora, sendo responsável por mixtapes, videoclipes, eventos, turnês etc. O primeiro artista exclusivo da empresa foi o cantor Rael, em 2012.
A partir de 2013, a empresa de Emicida e Fióti passou a produzir grandes shows, sendo o primeiro o projeto ‘Cidadania nas Ruas’, que levou 30 mil pessoas ao parque Ibirapuera para assistir aos shows de Caetano Veloso, Tom Zé, Baby do Brasil, Tulipa Ruiz, Marcia Castro, Emicida, Rael, Ellen Oléria e Flora Matos.
A empresa também passou a fazer turnês pelo exterior, desenvolveu o festival Ubuntu, com Boogarins, Féfé, Akua Naru, Céu, Rael e Emicida. E iniciou uma jornada em um novo ramo, com o lançamento digital do novo trabalho do cantor Chico César, “Estado de Poesia”, do álbum Encarnado (2014), de Juçara Marçal, e de toda a obra do grupo Metá Metá, além da venda de shows de Kamau e artistas internacionais.
Desde a última semana, se tornou pública a briga entre irmãos. Na sexta (28), Emicida anunciou o rompimento e a saída de Evandro do quadro de sócios da empresa, sem explicar os bastidores da decisão.
De acordo com o portal LeoDias, o rompimento teria ocorrido por um desvio de R$ 6 milhões identificado pela equipe de defesa do cantor Emicida.
O Bahia Notícias teve acesso a uma ação, que corre na 2ª Vara Empresarial e de Conflitos Relacionados à Arbitragem do TJSP, onde Fióti alega que Emicida revogou uma procuração que garantia a ele acesso às contas e sistemas da empresa Lab Fantasma, fundada em 2010 pela dupla.
Em comunicado divulgado na última terça (1), Fioti afirmou que nunca desviou nenhum valor da empresa e que todas as decisões durante a gestão dele foram registradas e seguindo os procedimentos financeiros adotados pelos gestores. “A acusação de ‘desvio’ é falsa e inverte os fatos”, afirmou o empresário.