A Oncoclínicas, rede especializada no tratamento de câncer, obteve adesão de 61,6% dos credores ao seu plano de recuperação extrajudicial. A proposta abrange cerca de R$ 5,7 bilhões em dívidas e conta com o apoio de titulares de créditos que somam mais de R$ 3,5 bilhões.
O percentual alcançado supera o limite mínimo de 50% exigido pela legislação vigente para que a medida possa ser submetida à homologação judicial. O resultado foi formalizado em documento enviado ao mercado pela companhia.
Homologação judicial e trâmites processuais
Com o quórum necessário garantido, a empresa dará continuidade ao pedido de homologação na 3ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais do Foro Central Cível de São Paulo. A etapa seguinte consistirá na publicação de um edital para que eventuais questionamentos sejam apresentados pelos credores.
A versão mais recente da proposta foi protocolada na Justiça. O documento considera os débitos abrangidos pela recuperação e exclui obrigações financeiras estabelecidas entre empresas pertencentes ao próprio grupo corporativo.
Desafios operacionais e impacto no caixa
Com 144 unidades distribuídas em mais de 47 regiões, a instituição enfrenta dificuldades operacionais ligadas ao fluxo de caixa. Segundo a rede de saúde, operadoras de planos de saúde têm se recusado a antecipar recebíveis de faturas e restringem a cessão desses valores para instituições bancárias.
A ausência desses recursos impacta diretamente a garantia do fornecimento regular de medicamentos. Como reflexo, a qualidade do atendimento aos pacientes conveniados acaba sendo prejudicada, gerando também reclamações direcionadas à Agência Nacional de Saúde Suplementar.
Negócios e disputas financeiras envolvendo acionistas
A trajetória recente da companhia inclui negociações complexas com o mercado financeiro. Entre os episódios destacados está a injeção de recursos realizada por uma instituição financeira que adquiriu fatia societária relevante por meio de aumento de capital.
Posteriormente, a movimentação de pacotes acionários envolveu transferências de ativos entre diferentes bancos, resultando em questionamentos sobre a gestão dos recursos e impasses societários que antecederam o atual processo de reestruturação financeira da empresa de saúde.
Fonte: metropoles.com
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