Quatro policiais militares foram detidos na manhã desta sexta-feira durante a Operação Banda Suja, uma ação conjunta do Ministério Público do Estado da Bahia e da Secretaria da Segurança Pública do Estado. A operação investiga a formação de uma organização criminosa com características de milícia na região de Ipirá, localizada na Bacia do Jacuípe.
De acordo com informações do Ministério Público, três policiais foram presos preventivamente, enquanto um foi detido em flagrante incidental. As prisões ocorreram nas cidades de Ipirá e Feira de Santana. Além das detenções, foram cumpridos sete mandados de busca e apreensão em residências dos suspeitos e em unidades policiais, incluindo a 98ª Companhia Independente de Polícia Militar e a Companhia Independente de Policiamento Especializado Leste.
Durante as buscas, as equipes apreenderam armas de fogo, aproximadamente R$ 70 mil em dinheiro e celulares, que serão analisados no decorrer das investigações. As medidas cautelares foram autorizadas pela 1ª Vara de Auditoria Militar de Salvador e fazem parte de um procedimento investigatório conduzido pelo Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas.
Uma apuração identificou os policiais acusados como Anderson de Oliveira Jesus, Luciano Lima Fernandes, Lúcio Flávio Oliveira Macedo e Tiago Silva de Jesus Leal, sendo que os três primeiros estão lotados em Ipirá e o último em Feira de Santana. As investigações indicam a existência de um grupo estruturado com divisão de tarefas, suspeito de cometer crimes como violação de domicílio, abuso de autoridade, extorsão, subtração de bens, associação ao tráfico e tráfico de drogas.
Os investigadores também relataram o uso da função pública e da estrutura estatal para facilitar ações ilegais, com relatos de violência e intimidação, o que representa risco à ordem pública e à coleta de provas. O material apreendido passará por perícia e deve ajudar na identificação de outros possíveis envolvidos e na consolidação das provas do caso. O Ministério Público informou que as investigações seguem em andamento. A operação contou com a participação do Gaeco, da Força Correcional Especial Integrada da Corregedoria Geral e da Corregedoria da Polícia Militar, vinculada à Secretaria da Segurança Pública.
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