Documentos detalhados pela Polícia Federal (PF) trouxeram à tona os bastidores da Operação Compliance Zero, deflagrada em 18 de novembro de 2025. A ação, realizada na sede do Banco Master, localizada na Vila Olímpia, em São Paulo, contou com o suporte estratégico de equipes do Banco Central (BC) para o cumprimento de ordens judiciais.
A operação, que visava a coleta de evidências, foi marcada por tensões logo no momento da chegada dos agentes. Conforme os relatórios oficiais, a equipe de segurança do edifício impôs resistência inicial, utilizando a ausência de autorização facial como justificativa para impedir o acesso dos policiais. A entrada só foi viabilizada após a advertência de que o uso de força seria empregado caso a obstrução persistisse.
Desafios na preservação de provas e salas vazias
A dimensão da estrutura do prédio, que abrange 13 andares e conta com cerca de 500 funcionários, impôs desafios logísticos significativos para a equipe de investigação. Os agentes relataram dificuldades na preservação de provas, levantando suspeitas de que dados poderiam ter sido adulterados ou excluídos propositalmente antes da chegada das autoridades.
Um dos pontos que chamou a atenção dos investigadores foi o estado de um dos escritórios principais, situado no 13º andar, que foi encontrado vazio. A sala de Daniel Vorcaro acabou sendo utilizada como a base operacional da PF durante o período em que os agentes permaneceram no local para realizar as diligências.
Apreensões e evidências financeiras
Durante a varredura, a Polícia Federal localizou diversos itens de interesse para a investigação. Entre os materiais apreendidos estão computadores, contratos, documentos de negociação de bens e valores, além de certificados de joias e um relógio de luxo. Quantias em dinheiro, incluindo moeda estrangeira, também foram recolhidas.
A análise dos documentos revelou informações estratégicas, como relatórios de reestruturação do banco e um esboço que menciona o trust “TITAN CAYMAN”, sediado nas Ilhas Cayman. Além disso, dois cofres localizados no setor de tesouraria, no 7º andar, foram abertos e continham documentos e valores adicionais.
Perícia técnica e cooperação forçada
O trabalho de perícia exigiu suporte especializado para a extração de dados armazenados em servidores e na nuvem. A equipe de TI do banco foi acionada para auxiliar os peritos, em um ambiente que, segundo os relatos, ainda apresentava movimentação de funcionários pelos andares. Em um dos episódios registrados, um funcionário da área de tecnologia foi flagrado trabalhando em um ambiente sem iluminação.
Para mais informações sobre o desenrolar das investigações, consulte o portal oficial da Polícia Federal.
Fonte: bnews.com.br
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